AL perde mais de R$ 8 bilhões em 3 anos com crise no setor sucroalcooleiro
   8 de março de 2017   │     14:27  │  0

A avaliação foi feita nessa terça-feira 8, pelo presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, Pedro Robério Nogueira, durante reunião em Brasília com a bancada federal de Alagoas e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

O Valor que deixou de circular na economia de Alagoas por conta da seca e outras dificuldades do setor sicroalcooleiro passa dos R$ 8 bilhões em 3 anos.

A reunião foi articulada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de discutir medidas de socorro ao setor – especialmente para o produtores independentes de cana. Em pauta, o pedido de subvenção para os fornecedores de cana de Alagoas para o enfrentamento dos problemas decorrentes da seca.

O ministro explicou durante o encontro que não será possível usar a MP de 2015 para o pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. Dyogo Oliveira também adiantou que não existe previsão no Orçamento da União para a despesa e sugeriu que a bancada leve uma nova proposta para o presidente Michel Temer.

Participaram do encontro os senadores Fernando Collor, Benedito de Lira e Renan Calheiros (que abriu a reunião e precisou se ausentar) e os deputados federais Ronaldo Lessa, Paulão e pedro Vilela. A bancada decidiu trabalhar uma nova proposta de ajuda aos fornecedores de cana a partir de uma articulação com os ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento. A proposta será, em seguida, apresentada a Michel Temer.

É grave a crise

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, participou do encontro com a bancada federal e traduziu em números o estragado causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, aproveitou o encontro com a bancada federal para atualizar os do estrago causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.