Com fim da safra de cana, Alagoas perde mais de 11 mil empregos em fevereiro
   17 de março de 2017   │     22:29  │  0

O mercado formal de trabalho em Alagoas registrou o segundo pior resultado do Brasil em fevereiro de 2017, apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (16). No mês, o saldo negativo foi de -11.403 postos de trabalho. Em números reais, o pior resultado foi o de Pernambuco, com saldo negativo de -16342 empregos.

Todos os setores da economia – sem exceção – registraram perdas de empregos em Alagoas em fevereiro, quando, pela primeira vez em 22 meses, o Brasil registrou saldo positivo na geração de postos de trabalho.

O pior resultado, como era de se esperar, ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -8.799 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final antecipado da safra de cana-de-açúcar.

O fim da safra de cana-de-açúcar, assim como ocorreu em Alagoas, foi o principal responsável pelo saldo negativo de empregos em Pernambuco. O setor da indústria de transformação pernambucano respondeu pelo fechamento de 11.500 vagas no mês.

Em Alagoas, a agropecuária afetada pela seca e final da colheita de cana, registrou o segundo pior saldo, com a perda de -1.782 postos de trabalho com carteira assinada.

Entre as cidades de Alagoas, Maceió registrou a maior redução no mercado de trabalho, com saldo negativo de -2.297 empregos em fevereiro e de -9,.134 empregos em 12 meses.

Considerando os dados de 12 meses – de março a fevereiro – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas perdeu registrou 112.262 admissões, 129.958 demissões, com saldo negativo de -17.696 e variação de -4,96% na comparação com o período anterior. Entre os setores, indústria (de transformação (-6.074), construção civil (-5.467), comércio (-2.701), agropecuária (-1.877) e serviços (-1.442) tiveram os maiores saldos negativos.

caged