“Quem não ouve erra sozinho…”, diz Renan, após rompimento com Temer
   2 de abril de 2017   │     20:38  │  0

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicou mais um vídeo em sua página nas redes sociais neste domingo, 2, reforçando críticas a projetos do governo Michel Temer – entre eles a reforma da Previdência e a lei da terceirização.

Na opinião de Renan Calheiros a sanção da lei que libera a terceirização e a reforma da Previdência, uma das prioridades do governo “pune trabalhadores”. O senador também chama o governo de a “errático”.

“A sanção presidencial da terceirização e a insistência do governo em fazer essa reforma que pune trabalhadores e o Nordeste, significa dizer que o governo continua errático. Quem não ouve, erra sozinho”, disse o senador em mensagem nas redes sociais.

A fala de Renan Calheiros foi curta, mas ganhou grande repercussão na mídia nacional. Suas críticas ao governo foram tema de reportagem na página inicial dos principais portais de notícias do país, neste domingo.

Na quinta-feira, 30, Renan Calheiros já tinha publicado vídeo em redes sociais criticando a terceirização, entre outras medidas.

As críticas do senador ao governo levaram o presidente Michel Temer a um rompimento político com Calheiros (veja postagem anterior), segundo nota do Painel, da “Folha de S.Paulo”, publicada no sábado, 1º.

Polêmica

A sanção da lei da terceirização, pelo presidente Michel Temer (PMDB), se deu na sexta-feira, 31, e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O projeto de lei regulariza a terceirização em qualquer atividade de uma empresa.

Até então, sem uma lei específica que regulamentasse a questão, o entendimento da Justiça do Trabalho era que apenas atividades-meio poderiam ser terceirizadas.

Até o momento da sanção, Renan Calheiros e outros oito senadores do PMDB tinham assinado nota pedindo que Temer não sancionasse o projeto. Na quinta-feira, 30, Calheiros voltou a entrar em confronto direto com o Palácio do Planalto, afirmando que há “insatisfação” na bancada do PMDB no Senado. “Eu não quero participar do governo, não quero indicar ninguém no governo, e hoje, como líder da bancada, diante dessa insatisfação que é generalizada, mais do que nunca”, disse.