OAS e Odebrecht fraudaram licitação do Canal do Sertão, revela delator
   15 de abril de 2017   │     22:25  │  2

Entre propina, caixa 2 e doações legais em Alagoas reveladas por delatores da Odebrecht,  um detalhe importante veio a tona nos depoimentos prestados por executivos da empresa ao Ministério Público Federal: um “acordo de mercado” para direcionamento da licitação dos lotes 3 e 4 da obra do Canal do Sertão entre as construtoras OAS e Odebrecht.

A fraude foi revelada em depoimento de Fabiano Munhoz, que à época era diretor de contratos da Odebrecht. Os depoimentos dele e de outros executivos resultaram na abertura de inquérito pelo STF, em que serão investigados o senador Renan Calheiros, o governador Renan Filho e o senador Fernando Bezerra, entre outros.

Leia trecho da delação de Munhoz ao MPF:

“O colaborador FABIANO MUNHOZ, então Diretor de Contratos da ODEBRECHT, especificamente do contrato da obra canal do sertão alagoano, descreveu no seu Termo de Depoimento nº 1 as tratativas levadas a termo, em 2009/2010, com RICARDO ARAGÃO, interlocutor do Secretário de Infraestrutura do Estado de Alagoas, com representantes da construtora OAS e da empresa Cohidro, responsável pelo projeto da obra, para direcionamento da licitação dos lotes 3 e 4 para a OAS e ODEBRECHT, respectivamente, visando a um acordo de mercado entre as empresas”.

A construtora Queiroz Galvão também teria participado do acerto, segundo depoimento de outro colaborador:

“A respeito destes mesmos fatos, têm-se os Termos de Depoimento no 1 e 2 do colaborador ARIEL PARENTE, que sucedeu FABIANO MUNHOZ na Diretoria do Contrato da obra canal do sertão alagoano. Nesse caso, houve menção também a participação da empresa QUEIROZ GALVÃO no acordo em alguma medida. Além disso, o colaborador descreveu que houve solicitação do pagamento de propina por parte de diversos agentes públicos estaduais à época ligados à Secretaria de Infraestrutura de Alagoas”.

No período de 2013 a 2016, a Odebrecht e OAS receberam os seguintes valores referentes à obra canal do sertão alagoano:

a) ODEBRECHT – R$ 280.985.834,22 (Relatório de Pesquisa da SPEA n. 827/2016);

b) OAS – R$ 647.539.745,21 (Relatório de Pesquisa da SPEA n.826/2016);

Leia aqui, o pedido de abertura de inquérito do MPF, na íntegra:

http://lavajato.mpf.mp.br/atuacao-no-stj-e-no-stf/peticoes/no-stf/docs/CanaldoSertoN543162017INQ.pdf

 

COMENTÁRIOS
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  1. JOSÉ

    É INTERESSANTE A POPULAÇÃO INICIAR UM MOVIMENTO PARA NÃO VOTAR EM POLITICOS E EX-POLITICOS, MANDAR ESTES CARAS PARA CASA OU PARA A CONVIVENCIA COM O SATANÁS.

    AS ELEIÇÕES DE 2018 VEM AÍ, VOCE ELEITOR TENHA VERGONHA DE SER MAIS UM BESTA !.

  2. JOSÉ

    DEPOIS DESTAS REVELAÇÕES DOS DELATORES DA ODEBRECHT NÃO TENHAMOS DÚVIDAS DE QUE TODAS AS OBRAS PÚBLICAS MUNICIPAIS, ESTADUAIS E FEDERAIS TEM A MÃO DA CORRUPÇÃO.

    A POLICIA FEDERAL deve investigar as empreiteiras, mendes júnior, oas, andrade gutierrez, constran, amorim barreto(AL), e todas as demais com contratos em obras pública.

    JÁ FOI DITO E PUBLICADO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO QUE TEM ROUBO EM TODA OBRA PÚBLICA NO PAÍS.

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