Rombo da previdência dos servidores de Alagoas chega a R$ 1 bilhão
   21 de abril de 2017   │     18:26  │  3

O “rombo” ou “déficit” do AL Previdência – autarquia que paga os benefícios a servidores aposentados do Estado – previsto no Orçamento para 2017 é de R$ 964 milhões.

O valor corresponde à diferença entre as contribuições patronal e as descontadas dos servidores e o volume de recurso necessário para o pagamento dos benefícios (R$ 1,66 bilhão).

Quem paga a conta da diferença, no final das contas é o contribuinte. O dinheiro para cobrir o déficit sai do Tesouro Estadual. Em outras palavras é dinheiro que vai sair do caixa do estado e poderia ir para investimentos em outras áreas.

O secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques Santos, avalia que o rombo – ao final do ano – poderá ficar ainda maior: “deve ficar em R$ 1 bilhão ou um pouco mais”, resume.

E explica: “o número de servidores que está se aposentado, desde o final do ano passado, é maior do que esperado”.

O aumento nos pedidos de aposentadoria, avalia Santos, é decorrente entre outras questões, da Reforma da Previdência, avalia Fabrício: “desde que o governo federal enviou para o Congresso Nacional a PEC, percebemo um crescimento nos pedidos de aposentadorias. Muitos servidores que já tinham tempo para se aposentar e esperavam por mais algum benefício decidiram levar o processo adiante”, pondera.

Sem saída

No curto prazo, não existem mais remédios para tratar do problema da previdência estadual: “a tendência é piorar. Temos feito todos os ajustes possíveis, mas não existe solução isolada. Alagoas, assim com os outros Estados e municípios, depende do governo federal para resolver a questão previdenciária”, resume Fabrício Santos.

 

COMENTÁRIOS
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  1. Valdeck

    Isso só mostra a ingerência dos governos, no plural, do Estado com a previdência. Nunca resolvem e querem que os servidores e a população paguem a conta. Os governantes não contratam via concurso, isso é matemática, com mais ativos a arrecadação aumenta, a economia gira, são mais consumidores em potencial. Agora com mais inativos, a despesa previdenciária só aumenta pela falta dos ativos que os governos teimam em não contratar via concurso, desobrigando-se inclusive de aumentar os tão defasados salários dos ativos escudando-se na LRF. A imprensa por sua vez, vem à conta gota noticiar o déficit para que a população e servidores aceitem as medidas amargas que serão tomadas por imposição da atual política orquestrada pelo Governo Federal. Essa conta quem tem pagar não somos nós.

  2. Cesar

    Edivaldo, só não está pior porque há um detalhe que penso que você desconheça: há os servidores que dão entrada no pedido de aposentadoria e após 30 dias se afastam do serviço em definitivo (são os chamados APOSENTANDOS). Estes, embora aposentados na prática (longe do serviço) no contra-cheque continuam pagando a contribuição previdenciária. No caso dos servidores da educação, seus salários são pagos com recursos do FUNDEB, que em tese deveriam ser pagos para os professores e funcionários ativos (o que alivia um pouco a corda no pescoço do Governo, já que não precisa tirar do próprio bolso para pagar a estes aposentandos). Mas há o lado ruim da prática: conheço diversos professores que deram entrada na aposentadoria (aposentandos) há mais de 4 anos, ou seja, há quatro anos que se aposentaram (na prática) e continuam recolhendo contribuição previdênciária todos os meses, o que é ruim, pois o Fundeb usado para pagá-los diminui de valor e no final do ano a sobra para o rateio é insignificante. Ou seja vai-se empurrando com a barriga até onde não suportar mais. Quando o Téo assumiu diversas vezes seus porta-vozes diziam nas rádios que a “gestão anterior” recolhia o desconto dos servidores e usava-os para conceder aumento salarial (apropriação indevida) ao invés de recolher ao fundo previdenciário. Resultado, a bagaceira está aí para ver e o impressionante é que até hoje ninguém foi punido por isso.

  3. Williams Roger

    Não é verdade. Aqui em Alagoas teve uma reforma. E nem era pra mexer. O governador entrou com a lei na assembléia, que fora aprovada, para mexer no dinheiro dos servidores. Que tinha dinheiro, e nem tão cedo, teria problemas de falta de dinheiro para os aposentados.
    O Al previdência, deveria ser um fundo, e todo dinheiro descontado dos servidores, guardado. E tinha muito dinheiro em caixa. E com o passar do tempo, teria muito mais dinheiro para garantir as aposentadorias dos servidores de Alagoas. E fizeram uma lei, para mexer no dinheiro dos servidores.
    Acontece, que o governo, com a lei, se achou no direito, de “usar/remanejar” esse dinheiro pra outras coisas. Que é o que o governo federal faz.
    O conselho do Al previdência, composto por magistrados, refutou essa lei e essa decisão. Em público.
    Aqui em Alagoas não temos problemas com a nossa previdência.
    Além disso, não estamos em crise. A arrecadação aumentou, teve superávit, teve muita verba Federal, perdão de dívida, renegociação de dívida, dinheiro da repatriação, dinheiro de juros da repatriação, liminar do STF para diminuição dos juros da dívida de Alagoas e fundo de participação dos Estados.
    Resta saber onde está o dinheiro.
    Com a palavra, o governador Renan Filho!?
    O governador, quer fazer terrorismo. Pra ter mais dinheiro do governo federal. Não precisamos aderir ao famigerado plano do governo federal de ajuda do dos estados falidos, como o Rio de Janeiro.
    Chega de engodo. Chega de “plantar” informações falsas.
    Não subestime a inteligência do povo!
    Nem todo mundo está à! venda!

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