Fórmula que Alagoas usou contra a crise é destaque no Fórum Nacional no Rio
   17 de maio de 2017   │     22:24  │  2

No estado, novas estradas, hospitais e escadarias nas grotas são obras de maior visibilidade do governo de Renan Filho. Fora daqui, a história é outra. O equilíbrio fiscal de Alagoas, que se sobressai entre os demais estados do país, desperta interesses não só de economistas, mas também de outros governadores.

Na contramão da crise, o governo de Alagoas deve anunciar um reajuste de salários para os servidores nos próximos meses, e caminha para fechar 2017 com um dos maiores volume de investimentos públicos – proporcionalmente, é importante que se registre – do país.

A “fórmula” de Alagoas, considerado um dos Estados que melhor se adaptou à atual recessão econômica do Brasil, será um dos destaques da 29ª edição do Fórum Nacional.

O evento, que é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos, acontece nesta quinta e sexta (18 e 19) no Rio de Janeiro e terá como tema central “Recessão, crise estadual e da infraestrutura”.

O Fórum, segundo seus organizadores, pretende contribuir para uma melhor ordenação e compatibilidade das decisões públicas e privadas, relevantes ao crescimento brasileiro.

O governador Renan Filho participa do encontro e vai apresentar, durante o painel “Crise financeira estadual”, nesta quinta-feira, a tarde, a “receita” que usou em Alagoas, desde o início da sua gestão.

O painel do qual Renan Filho participa será coordenado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Também participam governadores do RJ, MG, SC, MT, DF e GO.

O caso de Alagoas

Além da apresentação do governador Renan Filho, o professor, economista e especialista em contabilidade e finanças públicas Raul Velloso apresentará o resultado de estudos feitos nos últimos meses em Alagoas com o apoio do secretário de Estado da Fazenda, George Santoro. “Em janeiro deste ano lançamos o Projeto de implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira e Contábil do Estado [o Siafe] com a presença do Velloso. Desde novembro do ano passado ele vem se aprofundando nos números de Alagoas, estudando a situação fiscal do Estado como modelo”, explica Santoro.

Para Velloso, o Estado tem se destacado frente à maior recessão da história, também sinônimo de baixa arrecadação. “Alagoas tem uma história diferente dos outros Estados. Quando a atual gestão começou a situação era muito difícil. Há dois anos tem acontecido uma transformação. O déficit de caixa virou um superávit graças aos esforços de uma boa administração”, explica.

Em 2016, a receita tributária bruta de Alagoas foi a que mais cresceu no País. O Estado está investindo mais e com recursos próprios, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o Resultado Primário foi 54% maior que o apresentado em 2015. Entre vários benefícios fiscais concedidos, pautas tributárias foram revisadas, alíquotas ajustadas e a malha fiscal do Estado passou a ser mais trabalhada. Uma série de reuniões aconteceu em Brasília e durante a última visita do economista a Alagoas para discutir pontos como estes.

O Fórum Nacional será a consolidação de todo o trabalho de pesquisa e análise feito pelo economista Raul Velloso. Durante o evento, um panorama geral dos estados de todo o país será apresentado. Para o professor, esta edição é uma das mais valiosas já realizadas. “É particularmente importante por causa da crise aguda que atinge vários setores da economia. Será um espaço de reflexão para dar sugestões rumo à recuperação das finanças.”

E vai?

A dúvida essa altura é saber se em meio a “hecatombe” com o vazamento da delação do dono da JBS, Joesley Batista, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, vai poder comparecer ao evento. Até a noite desta quarta-feira, a agenda de Renan Filho estava mantida.

Saiba mais sobre o Fórum, aqui: http://www.inae.org.br/agenda/xxix-forum-nacional-maio-2017/

COMENTÁRIOS
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  1. OLIVEIRA

    Se o Raul Veloso aprovou é preciso ter muito cuidado. Esse senhor tem verdadeira ojeriza pelo serviço público que se dependesse dele não existiria. Aposentadoria, nem pensar. Para ele, o serviço público é culpado por todas as mazelas do país. Na contra-mão do seu discurso, quando se fala em aumento de impostos é um dos mais entusiastas, claro que poupando os sus ídolos (ou patrões): os banqueiros, os donos de grandes fortunas e os rentistas. O seu lema é cobrar o máximo de impostos (de quem pode menos) e oferecer um estado mínimo. Por isso é ele um verdadeiro guru para o FHC & Companhia.

  2. ALDO

    SIMPLES ASSIM: NÃO REALIZAR CONCURSO PÚBLICO; NÃO CONTRATAR SERVIDORES EFETIVOS PARA OS DIVERSOS ÓRGÃOS ESTADUAIS, PRINCIPALMENTE PARA EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA; EM DOIS ANOS E MEIO DE GOVERNO FOI DADO ENTRE 5% A 6% DE REAJUSTE PARA OS SERVIDORES. NÃO ESQUECENDO TAMBÉM QUE O GOVERNO TEM A SUA DISPOSIÇÃO O APOIO DO PMDB ATRAVÉS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, DO SENADO E DA CÂMARA FEDERAL. A CARÊNCIA DE SERVIDORES SE REFLETE NA DEFICIÊNCIA DO ATENDIMENTO AO PÚBLICO, COMO SE PERCEBE NOS HOSPITAIS, NAS ESCOLAS E NA SEGURANÇA PÚBLICA (INCLUINDO OS AGENTES PENITENCIÁRIOS). ENFIM, O QUE PERCEBEMOS QUE TUDO NÃO PASSA DE MARKETING POLÍTICO, PRINCIPALMENTE PORQUE PELA PRIMEIRA VEZ, OUVIMOS: ANTES DE APRESENTAR OS TERMOS DE REAJUSTE SALARIAL DOS SERVIDORES ESTADUAIS, ESPEREMOS O QUE A PREFEITURA FORNECERÁ AOS SERVIDORES MUNICIPAIS. INACREDITÁVEL QUE ISSO OCORRA. APARECE ALAGOAS, ESTRELA RADIOSA!

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