Maurício Quintella e Arthur Lira podem ficar “sem chapa” em 2018
   19 de julho de 2017   │     23:11  │  2

Uma das questões mais frequentes nas rodas de políticos em Alagoas é o destino de Rui Palmeira. Todos querem saber se ele vai enfrentar ou não Renan Filho em 2018.

Nem o próprio prefeito de Maceió tem essa resposta hoje, embora os mais próximos avisem que ele não será candidato e se for será ao Senado.

A questão majoritária, garante um dos mais experientes analistas políticos com quem conversei essa semana, não é a que mais preocupa o grupo de oposição no momento.

“A candidatura ou não de Rui Palmeira é na verdade uma cortina de fumaça para um problema ainda maior. A verdadeira dificuldade, pelo que sei, é conseguir formar uma chapa proporcional (deputado federal)”.

Com experiência em várias eleições e na leitura (avaliação) de pesquisas, o analista vai além: “ninguém quer concorrer na mesma chapa com Arthur Lira e Maurício Quintella. Eles são considerados fortes, deixando outros candidatos sem chances de vitória, porque o grupo reúne poucos candidatos a deputado federal e poucos partidos”, pondera.

Será?

O cenário traçado até agora nos bastidores aponta, de fato, para um possível isolamento do PR de Quintella e do PP de Arthur numa eventual chapa de federal.

Senão, vejamos.

O PSDB, de Téo Vilela, anunciou uma chapa própria de federal, que terá além do deputado Pedro Vilela, que vai para a reeleição, nomes como Rodrigo Cunha, Gilvan Barros, Jorge Dantas, Jarbinhas Omena e Tereza Nelma, entre outros nomes.

O PMDB, de Renan Calheiros, trabalha coligação que deve incluir, entre outros nomes, Joaquim Beltrão, Sérgio Toledo, Ziane Costa, Ricardinho Santa Rita, Val Amélio, Cristiano Matheus, Fernando Holanda, Ricardo Nezinho ou Gilvan Barros (que iria para o PMDB), Zé Wanderley, Severino Pessoa, Carimbão, Rosinha da Adefal e, muito provavelmente, Ronaldo Lessa e Paulão, além de Cícero Almeida (que ainda está na dúvida se disputa vaga de estadual).

O PSB, de JHC, trabalha uma chapa em aliança com a Rede de Heloisa Helena e outras legendas, a exemplo do PSL.

O PRTB, que busca aliança com o PtdoB, aposta em nomes como o de Marcos Adriano, Val Amélio, Aderval Tenório, Dorgi do Queijo, Dudu Albuquerque, Carlos da Educação, Jeferson Morais, Fabiana Lira e Pastor Barbosa e, dependo do cenário, o ex-prefeito James Ribeiro, que pode também disputar uma vaga de estadual.

Além de formar uma chapa competitiva do PMDB, Renan Calheiros articula a formação de uma coligação que deverá incluir, pelo que se espera, nomes como o de Ronaldo Lessa (PDT), Givaldo Carimbão (PHS), Nivaldo Albuquerque (PRP), Rosinha da Adefal (PTdoB), Severino Pessoa (indo para o PSD), Sérgio Toledo (PSC), Régis Cavalcante (PPS) e Paulão (PT).

Mantido esse quadro, a formação de mais uma coligação para federal, com dois nomes de “peso” como o de Arthur e Quintella, pode enfrentar dificuldades extras.

Será um verdadeiro desafio.

Mas é importante lembrar que o ministro dos Transportes é habilidoso e tem trânsito em outros partidos. Assim como aconteceu em outras eleições, ele poderá encontrar – ainda que seja na última hora – um caminho para viabilizar sua candidatura.

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