No ‘fundo do poço’ usinas de AL querem isenção de ICMS para manter empregos
   30 de agosto de 2017   │     16:40  │  1

O cenário para o setor sucroalcooleiro de Alagoas não poderia ser pior. A safra 17/18, que começa no próximo dia 4, terá redução de preços e de produção.

A estimativa é de uma moagem de apenas 15 milhões de toneladas – quebra de 1 milhão de toneladas em relação a safra passada. Na prática, isso representa uma perda de faturamento de cerca de R$ 200 milhões.

Para piorar, os preços do açúcar no mercado internacional estão em queda – hoje – de 20% em comparação com igual período do ano anterior.

Nesse cenário, as usinas de Alagoas tendem a aprofundar a crise que enfrentam, com riscos de fechamento de novas unidades e, por consequência, o aumento do desemprego: “cerca de 70% da nossa produção vai para as exportações. Com os preços atuais, algumas unidades terão dificuldades de processar toda a produção”, pondera Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

A saída para as indústrias de Alagoas seria reconquistar o espaço perdido no mercado interno: “perdemos mercados tradicionais como a Bahia, outros estados do Norte e Nordeste, por conta de nossa alta carga tributária estadual. A única forma de manter os empregos, hoje, seria com a desoneração da produção”, defende o presidente do Sindaçúcar-AL.

Pedro Robério defende que Alagoas equipare a tributação estadual de ICMS sobre o açúcar aos modelos usados em outros estados produtores do Nordeste, a exemplo de Pernambuco: “Alagoas pode perder uma pequena arrecadação direta de ICMS, garantido empregos e favorecendo a circulação da produção, que gera impostos indiretos, ou manter baixa a competitividade das indústrias com essa alta tributação, correndo o risco de ver nossas empresas fecharem as portas”.

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