Chico Tenório solta o verbo: “o governo está criando dificuldades para Alagoas”
   4 de setembro de 2017   │     21:16  │  0

Foi na reunião da bancada federal com beneficiários e produtores do programa do leite, nesta segunda-feira, em Maceió.

O deputado estadual Francisco Tenório, vice-presidente da Assembleia Legislativa fez duras críticas ao comportamento ao governo federal – em especial ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Chico reclamava do atraso, de quase três meses, no pagamento aos agricultores familiares que abastecem o programa: “este ano o governo federal não repassou nenhum centavo para o programa, que vem sendo mantido, até agora, com a contrapartida do governo do estado”.

Falando para um grupo de mais de 100 pessoas, a maioria dirigentes de 92 associações que participam do programa do leite em Alagoas, o deputado revelou que o MDS vem criando dificuldades nos últimos meses: “parece que eles estão querendo acabar com o programa. Já reduziram de 80 mil para 40 mil litros de leite por dia e agora ficam dificultando o repasse dos recursos”,reclamou.

Segundo Chico, este ano o governo do estado já liberou R$ 7 milhões para o programa, sem nenhum repasse federal: “não sei se é isso, mas não pode o governo federal por conta de uma briga com o senador Renan Calheiros querer penalizar a população de Alagoas.

O papel da bancada federal

Chico, que já foi deputado federal, pediu o apoio da bancada federal, para a liberação de recursos.

“A bancada de Alagoas é fortíssima. Temos dois ministros. Precisamos dessa reação da bancada federal para mostrar ao ministro Osmar Terra (MDS) que tá criando dificuldades para Alagoas.. Estão brincando com a população”, enfatizou.

Além do coordenador da bancada federal, Ronaldo Lessa, outros dois deputados também participaram do encontro – Cícero Almeira e Pedro Vilela.

“Nem todos puderam vir aqui hoje, mas conversei com todos os deputados e senadores e todos estão comprometidos com a defesa do programa do leite. Vamos lutar em Brasília e cobrar a liberação dos recursos o quanto antes”, aponta Lessa.