Prefeitos prometem “luta” para evitar fim do programa do leite em Alagoas
   15 de setembro de 2017   │     17:41  │  0

Considerado um dos melhores exemplos de inclusão produtiva e social em Alagoas, o programa do leite vem definhando rapidamente. Até 2016, eram 80 mil litros distribuídos por dia, com 80 mil famílias.

O programa começou 2017 sofrendo um corte brusco. Com a redução no orçamento federal, caiu para 40 mil litros diários. Para evitar maiores perdas para os beneficiários, que recebem a doação do produto, as 80 mil famílias continuaram recebendo o leite, mas agora apenas dia sim, dia não. Antes era um litro por dia.

Além do corte o Orçamento, o programa do leite está, agora sob nova ameaça. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ainda não repassou – faltando menos de 4 meses para terminar o ano – ainda não foi repassado nenhum recurso federal para o pagamento aos produtores.

“O programa tem sobrevido apenas com a contrapartida do governo estadual, ainda assim estamos com três meses de atraso no pagamento aos produtores e se não sair o dinheiro nos próximos dias, os produtores vão parar de fornecer o leite, deixando as famílias sem o alimento”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ao lado de outras cooperativas que abastecem o programa, como a Pindorama, a CPLA tem mobilizado a bancada federal e os prefeitos de municípios de Alagoas para evitar o pior: “a mobilização das prefeituras, dos deputados e senadores é fundamental para pressionar o governo federal a liberar os recursos”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

Essa semana, Klécio e Aldemar participaram de reunião, com o presidente da AMA, Hugo Wanderley. Também participaram do encontro Paulo Dantas, ex-prefeito de Batalha e outros prefeitos.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA. Hugo Wanderley adianta que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. “A pressão precisa ser feita em Brasília”, reforça.

São mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

Versão oficial

AMA se une a CPLA para manter programa do leite

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos- AMA – Hugo Wanderley – assegurou a diretoria da Cooperativa de produtores de leite de Alagoas que a Entidade vai entrar na luta para manter o programa que beneficia 80 mil famílias no Estado, com um litro do produto, 4 vezes por semana. Essas famílias correm o risco de deixar de receber o leite que reforça a alimentação de crianças, nutrizes e gestantes em situação de risco alimentar porque o atraso nos repasses feitos através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que custeia parte do programa, já supera R$ 30 milhões.

Na outra ponta, mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA, que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. A pressão precisa ser feita em Brasília, complementou.

“Hoje a situação é de crise. Com o atraso no pagamento, muitos agricultores familiares já avisaram que vão deixar o programa se os recursos não forem liberados nos próximos dias”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), que participou de uma reunião na AMA, acompanhado do vice presidente Fernando Medeiros, do Gerente Comercial Pedro Fernandes, do presidente da Cooperativa Pindorama Klécio Santos e o ex prefeito Paulo Dantas, representante dos municípios da Bacia Leiteira.

O governo federal não cumpriu o que o presidente Michel Temer e o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social, prometeram em dezembro passado, em ampliar e regularizar os pagamentos, obrigando o Programa improvisar os pagamentos somente com a contrapartida do Estado durante todo o ano. De janeiro até agora o programa operou com R$ 7 milhões de contrapartida do Estado.

O presidente da cooperativa Pindorama, Klécio Santos, reforça a necessidade de regularização do pagamento para a normalização do programa: “o agricultor familiar está acostumado a receber pagamentos quinzenais pelo leite que é fornecido. O atraso de cinco quinzenas desanima, desestimula e certamente, se continuar assim, representa uma séria ameaça a continuidade do programa em Alagoas”, aponta.