Alagoas vive pior cenário do desemprego, em décadas
   21 de outubro de 2017   │     18:37  │  0

Fatores externos e internos tem gerado impactos severos na economia de Alagoas. A crise nacional, o corte de recursos federais, a redução de repasses de programas sociais (bolsa família, Fies etc) e principalmente a queda de produção no principal setor econômico do Estado – o sucroalcooleiro – tem afetado diretamente a capacidade de geração de empregos formais e de oportunidades de trabalho para os alagoanos.

É o pior cenário registrado em Alagoas em décadas.

Uma leitura superficial nos dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho dá uma ideia da gravidade da crise e do desemprego em Alagoas. Apesar do resultado positivo em setembro (trato disso em outro texto), o estado acumula resultados negativos no acumulado do ano. Pior. O saldo de 12 meses, em que são comparados o último período com o anterior (outubro 16 a setembro 17 com outubro 15 a setembro 16) mostra que Alagoas perdeu 21,6 mil empregos formais. A queda de 6% em é muito acentuada, até porque o o período anterior usado para comparação já era negativo.

Mais grave é que todos os setores da economia do estado, sem exceção, perderam vagas nos últimos 12 meses. E mesmo com o início da safra de cana-de-açúcar (olha a crise aí de novo) não existe perspectiva de retomada dos patamares anteriores de emprego no estado.

O desemprego, embora ainda não tenha alcançado o mesmo patamar de temas como segurança, educação e saúde, deve sim entrar na pauta do governo do estado e das principais lideranças políticas, sob pena de todos nós assistirmos o empobrecimento progressivo de Alagoas e dos alagoanos.