RF sinaliza que não vai deixar o programa do leite parar em Alagoas
   23 de novembro de 2017   │     16:03  │  1

Nas cidades 80 mil famílias, nos 102 municípios de Alagoas, recebem, de 4 a 5 litros por semana. No campo, são mais de 4 mil agricultores familiares que participam do programa do leite, considerado um dos melhores exemplos de inclusão social e produtiva do Brasil.

O programa, não custa lembrar, já sofreu redução. Até 2016 eram 80 mil litros diários. Hoje são pouco mais de 40 mil litros dias.

A redução se deu em função de cortes de recursos federais. O programa sofreu em diferentes momentos ameaças à sua continuidade. E não parou, até agora, segundo os gestores de cooperativas que representam os agricultores familiares abastecem o programa, porque o governo de Alagoas – em diferentes momentos – antecipou parcelas da contrapartida estadual.

Novamente, agora em novembro, o programa sofre novas “ameças”.

Renan Filho, no entanto já sinalizou que não vai deixar o programa do leite parar em Alagoas – assim como aconteceu em outros estados do Nordeste, a exemplo do Rio Grande do Norte.

O governador deve anunciar nesta sexta-feira, 24, em Delmiro Gouveia, durante o Governo Presente, que fará o esforço para assegurar os recursos necessários para manter a distribuição do leite pelo menos até fevereiro de 2018 – quando o programa deverá voltar a receber recursos federais.

O governo deve antecipar, através do Fecoep, a contrapartida estadual na manutenção do programa. Nada que o próprio RF já não tenha feito. Em 2015 e 2016 foi a antecipação estadual que evitou a paralisação do programa. Isso porque normalmente, nesse período de final e começo de ano, os recursos federais não chegam.

Esse ano, o dinheiro do MDS só chegou a partir de setembro. O valor liberado pelo governo federal só garantiu a distribuição até a primeira quinzena de novembro.

As cooperativas que abastecem o programa do leite em Alagoas vão mobilizar os produtores para participar da reunião em que Renan Filho deve anunciar a garantia da sua continuidade. “Estamos vivendo um momento de muita expectativa. Os recursos federais que chegaram até agora cobrem a distribuição até 15 de novembro. Sem o esforço do governador, mais uma vez, o programa correria o risco de parar, causando grandes perdas para mais de 4 mil produtores e 80 mil famílias que recebem o leite nas cidades”, aponta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

COMENTÁRIOS
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  1. JOSÉ RICARDO BATISTA

    De fato, o programa não pode atender as necessidades dos beneficiários pela metade; Ora, a distribuição foi em torno de 7 litros por semana, e cai praticamente pela metade, isso quer dizer que às famílias comem somente até metade da semana? Em raras situações famílias sobrevivem com 4 litros semanais, mas a maioria que trata a papa da farinha como o único meio de sobrevivência para seus filhos, realmente não resolve. Na realidade, o programa do leite é assistencialista próprio e muito eleitoreiro, faminto.

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