Gasolina de Alagoas é, de novo, a mais cara do Nordeste: de quem é a culpa?
   6 de dezembro de 2017   │     15:40  │  1

Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo revela que a gasolina de Alagoas é, de novo, a mais cara do Nordeste. Depois de uma fase de preços mais baixos, em função da pressão dos consumidores e até do governo, o combustível voltou a ser vendido no estado por preços acima da média regional e nacional.

Em Alagoas , o valor médio da gasolina foi R$ 4,173 por litro na última semana, enquanto o preço médio na região é R$ 3,989 por litro. A média no país foi de R$ 4,051. Em Alagoas, segundo a pesquisa, a margem média (diferença entre o preço que o revendedor paga ao distribuidor e preço de venda ao consumidor), também é a maior do Nordeste Veja mais detalhes a tabela.

Em nota distribuída recentemente, o Sindicombustíveis-AL lembra que em Alagoas, 47% do valor pago pelo consumidor final no litro da gasolina são impostos. Na composição do preço final, segundo estudo da própria Petrobras, apenas 12% do valor seria relativo à revenda.

Na nota, o sindicato reforça que “nenhum representante da Petrobras ou das outras distribuidoras se manifesta para explicar os aumentos e o mesmo acontece quanto aos aumentos do Etanol…As distribuidoras transferem os aumentos aos postos, que sempre absorvem a maior parte dos preços e com isso minimizam o impacto nas bombas”.

Veja a nota do Sindicombustíveis-AL, não a íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em Alagoas somos 520 postos revendedores, geramos aproximadamente 10.000 empregos diretos e outros 20.000 indiretos. Somos um dos maiores arrecadadores de ICMS do nosso estado.

O posto é uma ILHA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À SOCIEDADE. Limpamos o para-brisa, calibramos os pneus, fornecemos estacionamento, oferecemos serviços de lojas de conveniência, padaria, banco 24h, farmácia, lanches, cafezinhos, inclusive vigilância e iluminação pública na maioria das cidades; e a maior parte dos serviços prestados não é cobrada.

Em julho deste ano, a Petrobras alterou o sistema de reajuste dos combustíveis (gasolina e diesel), passando a alinhar os preços nacionais segundo a variação do dólar e dos preços do barril de petróleo e seus derivados nos mercados internacionais. Conforme anunciado pelos jornais de todo o país, entre aumento e diminuição, todos em pequenas proporções, de 04 de julho até 09 de novembro de 2017, os preços tiveram 85 variações na gasolina e 87 no diesel, acumulando ALTA DE 27,4% na GASOLINA e 25,8% no DIESEL. Estes aumentos se deram nas REFINARIAS, isto é, na base da estrutura de comercialização de combustíveis.

Vale salientar que todos os impostos são PAGOS pelo revendedor, através de substituição tributária, no ato da compra, antes mesmo de chegar aos postos.

Em Alagoas, 47% do valor pago pelo consumidor final no litro da gasolina são impostos. Ainda assim, a população desinformada CULPA sempre os postos pelo montante pago na hora de abastecer.

Nenhum representante da PETROBRAS OU DAS OUTRAS DISTRIBUIDORAS se manifesta para explicar os aumentos e o mesmo acontece quanto aos aumentos do Etanol. Por outro lado, sempre os representantes da nossa categoria são chamados a dar explicações que deveriam ser dadas pela Petrobras, Distribuidoras e Usinas, atendendo esta demanda da imprensa e da sociedade.

As distribuidoras transferem os aumentos aos postos, que sempre absorvem a maior parte dos preços e com isso minimizam o impacto nas bombas. O último balanço da Petrobras mostra um grande lucro (R$ 266 milhões) e a atual política de preços da Petrobras visa asua recuperação econômica, garantindo grandes lucros aos seus acionistas, e não a garantia de preços menores para a população.
Vale salientar que os balanços apresentados pelas outras grandes distribuidoras mostram também grande lucratividade. O Brasil é o lugar onde as distribuidoras têm o maior lucro por litro em todos os produtos no mundo.

Não suportamos mais sermos culpados, xingados, desrespeitados por preços que não temos o menor controle. Somos geradores de empregos, de renda e contribuímos muito para toda a sociedade.
B A S T A!

SINDICOMBUSTÍVEIS/AL

COMENTÁRIOS
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  1. Tony

    Só sei que a cada dia, o poder de compra do cidadão brasileiro diminui e nada de aumento ou mesmo reposição de perdas salariais. Enquanto isso, os nossos gestores públicos fazem a festa metendo a mão no dinheiro dos impostos, pagos por nós, pobres e indefesos cidadãos brasileiros, em especial, nós alagoanos que pagamos mais impostos do que os outros Estados.

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