Servidores de Maceió podem ficar sem reajuste este ano; Estado acena com IPCA
   7 de janeiro de 2018   │     17:09  │  4

Em 2017, os servidores públicos de Maceió ficaram sem reajuste nos seus salários. Em 2016, os servidores estaduais também não receberam correção salarial.

As expectativas, agora, se voltam para 2018. Nem o governador do estado, nem o prefeito da capital acenam com a possibilidade de reposição das perdas acumuladas durante suas gestões.

Pior. Em maiores dificuldades financeiras, aparentemente, o prefeito Rui Palmeira disse em entrevista na última quarta-feira, 03, que “ainda” não há como conceder reajuste para os salários dos servidores.

“Vamos realizar na medida do possível. Não adianta fazer isso se não temos receita e não conseguirmos pagar depois”, disse o prefeito. A boa notícia é que Rui Palmeira não disse “não”.

Renan Filho já sinalizou, em alguns pronunciamentos, que o estado vai dar o IPCA. Nesse caso, o reajuste para o funcionalismo estadual não deve passar dos 3% este ano. A data base em Maceió é janeiro. A do Estado, maio.  A base para o reajuste é sempre o IPCA do ano anterior, que está estimado em 2,9% para 2017.

Considerando somente o IPCA dos dois anos em que não deram reajustes aos servidores, Rui Palmeira e Renan Filho estão em débito com o funcionalismo. As perdas para os servidores de Maceió, somente no ano passado foram de 6,29%. Para os servidores do Estado, as perdas de 2016 foram de 6,41%.

O peso das eleições

Políticos da nova geração, Renan Filho e Rui Palmeira não devem afrouxar os gastos este ano por conta do calendário eleitoral. Não fizeram isso em 2016, nem pretendem fazer agora. A relação com os servidores, diferente de gestões anteriores – de ambos – é mais “dura”.

Tanto um como o outro demonstram esforços para manter os gastos sob controle. E tendem a continuar assim.

Para arrancar qualquer reajuste acima da inflação, será preciso que os servidores demonstrem capacidade de mobilização, além é claro de conquistar o apoio da sociedade.

COMENTÁRIOS
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  1. Mota

    O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), está entre os dez piores do Brasil. Pelo menos é o que revela o levantamento realizado pelo portal G1 sobre a performance dos prefeitos das capitais nos respectivos primeiros doze meses de mandato. De acordo com o G1, os então candidatos registraram suas promessas de campanha no TSE. Os percentuais referem-se às somas das promessas cumpridas com as parcialmente cumpridas. O PSDB do prefeito Rui Palmeira lidera a lista dos piores prefeitos do Brasil, com 4 prefeitos (Maceió, Teresina, Manaus e São Paulo).

  2. TONY SANTOS

    Rui Palmeira ficará na história como o pior prefeito para o funcionalismo público de Maceió. Os servidores da Capital e seus dependentes representam boa parte do eleitorado certamente farão campanha contra Rui Palmeira e seus aliados políticos. Nas recentes pesquisas eleitorais, divulgadas por alguns órgãos da imprensa, os aliados de Rui Palmeira tem tido um desempenho abaixo do esperado, o que mostra a insatisfação do eleitorado com a administração Rui Palmeira.

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