Saiba porque Rui Palmeira será candidato ao governo: a tese de um ‘aliado’
   9 de fevereiro de 2018   │     11:05  │  2

A provável candidatura de Rui Palmeira ao governo este ano se mantém no centro dos debates nos meios políticos de Alagoas.

A pergunta é repetida com insistência ante um mistério prolongado pelo próprio prefeito: ele deixa ou não da prefeitura? Não é, convenhamos, decisão fácil.

Se ficar, Rui tem ainda pela frente 2 anos e 8 meses no comando de um terço da população alagoana e de um orçamento anual de mais de R$ 2,3 bilhões.

Difícil é explicar como deixar todo este poder para arriscar numa campanha onde o seu principal oponente é franco favorito.

Para um importante aliado e amigo do prefeito, a decisão de Rui Palmeira disputar o governo está amadurecida – embora ele ainda não tenha batido o martelo: “o prefeito está enxergando adiante. Se ficar na prefeitura, corre o risco de não terminar bem o mandato e ser esquecido no período em que deixaria a prefeitura e a próxima eleição, que são de quase dois anos. Por isso, ele acredita que talvez seja essa a sua única chance de disputar o governo com chances de vencer”.

Precedentes

A história de sucesso eleitoral dos prefeitos de Maceió não tem se repetido. Vejamos alguns exemplos. Collor foi prefeito da capital, depois deputado federal e, em seguida governador de Alagoas. Antes dele, Suruagy também foi prefeito e depois governador – mas pelo voto indireto. Depois dele, Ronaldo Lessa fez a sucessora (Kátia Born) e se elegeu governador, após quase dois anos de “esquecimento”.

No período mais recente, Kátia Born não conseguiu mais nenhum mandato depois que deixou a prefeitura e seu sucessor, Cícero Almeida, penou para ser eleito deputado federal.

Outros que passaram pela prefeitura nos últimos anos também não assumiram outros mandatos após deixar o cargo. Pedro Vieira, João Sampaio e Djalma Falcão, só para lembrar alguns casos.

Exemplo que vem de casa

Nas últimas décadas apenas um prefeito da capital deixou o mandato “pela metade” para disputar um cargo majoritário com sucesso.

Em 1990, Guilherme Palmeira deixou a prefeitura com menos de dois anos no cargo e foi eleito senador. Talvez por isso muitos também imaginem que Rui Palmeira seguirá os passos do pai, disputando não o governo, como se especula, mas o Senado. Mas essa, é outra história. E cá pra nós, bastante improvável no cenário atual.

COMENTÁRIOS
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  1. Rezende

    O RUI PRA SATISFAZER OS VELHOS CACIQUES DA POLÍTICA ALAGOANA VAI DEIXAR DE SER CANDIDATO AO SENADO ONDE ENTENDO QUE ELE TERIA MAIS CHANCES, VAI SE AVENTURAR NUMA CANDIDATURA PARA O GOVERNO ONDE NÃO CREIO QUE RENAN FILHO PERDERÁ ESSA ELEIÇÃO.

  2. José Assis Lopes

    Talvez ele consiga ser suplente de vereador na próxima eleição, pois além de uma péssima gestão, onde o centro da capital tá entregue as baratas, a urbanização da lagoa onde ele mais falou na sua plataforma de trabalho não saiu do papel e o funcionalismo sem receber aumento desde o ano passado, entrar para competir com o atual Governador que vem fazendo uma excelente gestão, servindo inclusive de modelo para outros estados, só se ocorrer uma epidemia de esquecimento na memória da maioria do povo alagoano, que sinceramente não acredito.

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