Grupo de Renan Filho monta chapa para eleger 18 deputados estaduais
   11 de março de 2018   │     17:46  │  1

A semana será decisiva na política alagoana – especialmente na formação das chapas proporcionais. Tanto que os principais caciques políticos do estado devem ficar no estado, tratando das composições.

A partir desta segunda-feira, 12, os deputados estaduais – principalmente eles – devem definir se ficam nos seus atuais partidos ou se mudam para outra legenda.

Vai aqui um “aviso”: não será fácil migrar para partidos que estão montando chapas que prometem eleger deputados com menos votos.

Por isso, o troca-troca será menor do que esperado – ou “desejado”.

Apesar disso, algumas mudanças pontuais, já estão definidas, a exemplo da filiação de Inácio Loiola (PSB) no PDT e de Carimbão Filho (PHS) ao Avante.

Todas as “migrações”, salvo raras exceções, serão internas e o bloco do governador Renan Filho (MDB) deve manter todos os seus parlamentares, com chances de ganhar alguns “reforços”.

Não é para menos. Ao lado do senador Renan Calheiros (MDB), o governador articula dentro de sua coligação uma ou mais chapas que devem eleger ao menos 18 deputados estaduais.

Esse número pode aumentar se as conversas com o PR de Maurício Quintella avançaram para uma aliança.

Atualmente o MDB em 11 cadeiras na Assembleia Legislativa. A base aliada tem mais de 20 deputados. A maioria prefere disputar a reeleição numa mesma chapa, que além dos candidatos do MDB, deve ter nomes de outras legendas da base, a exemplo do PTB, PSD e PDT.

O grupo do governador deve reunir, ainda que não necessariamente na mesma coligação proporcional, outros partidos como PT, Avante, PCdoB, PRB, PMN, PHS, Solidariedade e PSC.

Dessa forma, segundo alguns deputados, eles não correriam o risco de ser bem votado e não se eleger, a exemplo do que aconteceu com Léo Loureiro nas eleições de 2014. Mesmo com quase 25 mil votos, ele ficou na primeira suplência, enquanto deputados conseguiram se eleger com votação menor na chapa de Renan Filho e Benedito de Lira, que também disputou o governo nas eleições passadas.

Fora disso, o grupo montado por Adeilson Bezerra (PRTB) montou uma coligação com potencial para eleger 4 estaduais e o PSB, de JHC, busca montar uma “chapinha” para eleger dois estaduais. O grupo de Rui Palmeira, que ainda tem quatro partidos (PR, PP, PSDB e DEM), também deve montar uma chapa de estadual, com potencial para eleger de 4 a seis deputados. Mas com a indefinição do prefeito, que ainda não disse se vai ou não disputar o governo, muitos candidatos estão migrando para outros grupos.

COMENTÁRIOS
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  1. Petrucio Raimundo de Medeiros

    Só esqueceram de consultar o povo. Esse ano será o ano das surpresas. Vamos aguardar!

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