Sem candidato ao governo, “oposição” tende a se esfacelar
   11 de maio de 2018   │     23:46  │  0

O que restou do grupo de Rui Palmeira caminha – e rapidamente – para a divisão. PSDB, PP, DEM e PROS já não falam a mesma língua.

Nos bastidores, surgem a cada momento, articulações de novas chapas. “O Rodrigo Cunha conversou com JHC e vai fechar uma chapa com o PSB, PSC e DEM e vai deixar o PP isolado”, revela um conhecido interlocutor da política alagoana.

Fui checar a informação. Não procede, embora algumas pessoas próximas a JCH sinalizem de que ele toparia montar uma chapa proporcional com esses partidos. Outra “fonte” avisa que o deputado Arthur Lira procurou JHC para conversar. É fato. Mas nada que aponte para uma aliança.

Nesse cenário, avalia um importante analista político, o grupo da “oposição” caminha para se dividir em duas ou três coligações, num realinhamento em que pode – como aconteceu após a desistência de Rui Palmeira em disputar o governo – sobrar mais um partido para a base do governo de Renan Filho.

O que de fato está acontecendo neste momento, pelo que se sabe, são conversas entre o presidente estadual do PSDB, Rui Palmeira, e o senador Benedito de Lira (PP), que é candidato à reeleição.

Os outros dois partidos do grupo – DEM e PROS – acompanham tudo à distância, esperando os desdobramentos.

O presidente do PSC, João Caldas, pré-candidato ao Senado, admite que existe a possibilidade de diálogo com alguns partidos da “oposição”, mas não revela maiores detalhes. O PSC já definiu formação de uma aliança o com o PSB, mas como tem pré-candidato ao Senado só poderia se coligar ou com o PP ou com o PSDB, porque ambos os partidos também tem pré-candidatos ao Senado.

O presidente do DEM, Thomaz Nonô, só decide para onde vai no final de junho. Se até lá Rui Palmeira apresentar um nome viável para o governo, a coligação com o PSDB será possível. Isso porque Nonô, com estrada na política, sabe que é importante ter um candidato a governador competitivo como forma de viabilizar os candidatos proporcionais do partido.

O presidente do PROS, deputado estadual Bruno Toledo, só soube da decisão de Rodrigo Cunha em se lançar como pré-candidato ao Senado pela imprensa. Mesmo assim repete o que disse antes: “estou preocupado com a formação da chapa proporcional. Meu esforço é encontrar uma coligação onde os candidatos do nosso partido possam participar da eleição de forma leal”, pondera.

Tanto Nonô quanto Toledo não sinalizam para um apoio de pronto para nenhum dos candidatos majoritários do grupo de Rui Palmeira até momento (Benedito de Lira e Rodrigo Cunha).

O jogo na oposição, ao que parece, está apenas recomeçando.