Ministério da Saúde é usado na “compra” de apoio de políticos em AL
   12 de maio de 2018   │     20:40  │  8

A Revista Istoé desta semana, edição do dia 11 de maio, revela na reportagem “O PP vai às compras”, um esquema utilizado para a cooptação de deputados federais, com o objetivo de aumentar a bancara da legenda na Câmara Federal.

“Para se tornar a segunda maior bancada na Câmara, o PP cooptou sete novos deputados com dinheiro da Saúde e a oferta de mais R$ 2,5 milhões para a campanha de cada um”, diz a Istoé.

Segundo a reportagem, o esquema foi montado pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), pelo então ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros (PR), e pelo deputado Arthur Lira (Al), ex-presidente da Comissão do Orçamento.

Um detalhe da reportagem chama a atenção – o aumento de liberação de verbas de custeio do Ministério da Saúde para Alagoas: “Segundo a ISTOÉ, houve um aumento expressivo de liberação de emendas pelo Ministério da Sa

“a forma como funcionou a maquininha de liberação orçamentária mostra um aumento expressivo justamente em março, mês da “janela partidária”. Em janeiro, foram repassados R$ 5,7 bilhões. Em fevereiro, R$ 6,5 bilhões. Em março, o valor saltou para R$ 9,3 bilhões. Em abril, caiu novamente para R$ 5,8 bilhões”.

A reportagem aponta ainda que no caso da distribuição dos valores por Estado, o ranking de liberação também chama a atenção: “somente este ano, de janeiro a abril, Minas Gerais, que tem o maior número de municípios, ficou em primeiro lugar no recebimento de emendas com R$ 293,3 milhões. São Paulo vem em segundo, com R$ 234,8 milhões. Estranho é que o terceiro lugar seja justamente Alagoas, estado de Arthur Lira, com R$ 219 milhões. E o quarto, o Piauí, de Ciro Nogueira, com R$ 186,5 milhões. Alagoas é o 17º estado em número de municípios. Piauí, o oitavo”.

De acordo com a reportagem os recursos do Ministério da Saúde podem estar influenciando o voto de políticos alagoanos: “Arthur Lira é candidato a um novo mandato como deputado. Seu pai, o senador Benedito de Lira, candidato à reeleição. Com as liberações, ambos conseguiram apoio dos prefeitos para suas eleições. Mesmo os prefeitos de outros partidos garantem a Benedito de Lira o segundo voto para o Senado. Ciro faz movimento semelhante no Piauí para obter novo mandato como senador. Em um vídeo, ele comemora com prefeitos: “Nunca se investiu tanto no Piauí”. Por influência de Ciro, o PP passou de 30 para 84 prefeituras no Estado, além de contabilizar 246 vereadores”.

Leia a reportagem

O PP foi às compras

Partido mais encalacrado na Lava Jato, o PP, com 31 parlamentares sendo investigados por corrupção, parece mesmo gostar de flertar com malfeitos. Para chegar à posição de segunda maior bancada na Câmara, com 54 deputados, ficando atrás apenas do PT, mas superando MDB e PSDB, o partido montou uma operação com o uso de dinheiro público para cooptar novos parlamentares.

O esquema foi montado pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), pelo então ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros (PR), e pelo deputado Arthur Lira (Al), ex-presidente da Comissão do Orçamento.

Os três articularam o ingresso de sete desses novos deputados ao partido em março, durante a abertura da “janela partidária” – período em que a Justiça Eleitoral permite a troca de partido para a disputa de novo mandato. A cooptação ocorreu por meio de dinheiro do Fundo Nacional da Saúde (FNS) para os municípios onde os deputados têm base eleitoral. Além dos recursos da Saúde, os parlamentares obtiveram a promessa de receber R$ 2,5 milhões do Fundo Partidário para cada um tocar sua campanha à reeleição este ano.

A forma como o PP conseguiu a façanha de ganhar mais deputados sem obter um único voto a mais nas urnas foi tão agressiva que provocou reações indignadas em outros partidos que perderam parlamentares nesse processo. “É uma política suja, velha e ultrapassada”, disse a ISTOÉ o líder do PSB, Júlio Delgado (MG). O PSB perdeu para o PP, em março, o deputado Marinaldo Rosendo (PE). Júlio Delgado admitiu ter ouvido de deputados que a cooptação dos Progressistas vem da distribuição de dinheiro público.

Leia aqui, na íntegra:

https://istoe.com.br/o-pp-foi-as-compras/

COMENTÁRIOS
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  1. Edson Corado

    Os escândalos públicos são notícias todos os dias na TV. A corrupção pública e a corrupção de servidores públicos desonesto, grande parte não é noticiada. A máquina administrativa é usada para interesses pessoais e partidários pela distribuição de cargos públicos para parentes e aliados políticos, isso ocorre, nos níveis, municipal, estadual e federal. Quem paga toda essa corrupção somos nós contribuintes, enquanto isso, falta dinheiro para escolas, hospitais, saneamento básico e etc. temos que fazer uma limpeza na administração tirando esses maus políticos através do voto.

  2. jose

    OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ESTÃO MENTINDO E MUITO, UMA VERGONHA NEYMAR JAMAIS SERÁ O MESMO JOGADOR, E SE JOGAR NA COPA SERÁ UMA DECEPÇÃO !.

  3. jose

    EM BREVE A POPULAÇÃO TEM A OPORTUNIDADE DE SE LIVRAR DOS VAGABUNDOS TRAVESTIDOS DE POLITICO, ESSA É CHANCE OU ENTÃO TODOS VÃO CONTINUAR COMENDO CAPIM, LITERALMENTE.

    NÃO VOTE EM POLITICO COM MANDATO, ESCOLHA ATÉ UM POSTE, UM CANDIDATO QUE NÃO TEM HISTÓRIA DE SAFADEZA, TENHA VERGONHA E MUDE O PAÍS.

  4. jose

    AÍ ESTÁ O EXEMPLO DO RIO DE JANEIRO, NÃO TEM BALA QUE RESOLVA.

    INTERVENÇÃO MILITAR EM TODOS OS CARGOS, AFASTAMENTO DE GOVERNADOR E SEUS SECRETÁRIOS, FECHAMNTO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVS E CAMARA DE VEREADORES, TRIBUNAL DE CONTAS TODOS INFESTADOS DE CORRUPTOS,

  5. Maria Julia

    Esqueceram do grande articulador do assalto à saúde
    Chamado ADEÍLSON LOUREIRO.
    Ele quem acerta a devolução de 20% para o Deputado Artur Lira logo que os recursos entrem nas contas do Hospital Sanatório,Açucar e prefeituras

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