De Rodrigo Cunha para George Santoro: “o secretário confundiu A com B”
   29 de maio de 2018   │     15:29  │  5

A respeito do texto anterior, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB), mandou o seguinte esclarecimento: “Caro Edivaldo, expresso aqui minha afirmação sobre a matéria publicado acima.
Lamentavelmente o Secretário Santoro confundiu A com B. Eu falei uma coisa e ele respondeu outra. Alertei isso em resposta ao comentário feito”.

Na sua resposta Rodrigo Cunha evita, com inteligência política, entrar numa seara que não é a dele e deve o “problema” para o secretário George Santoro, ao mirar suas críticas apenas no ICMS da gasolina.
A resposta de Rodrigo Cunha, na íntegra:

Secretário @santoro.george, agradeço a disponibilidade em nos fornecer todo esse esclarecimento sobre o funcionamento do ICMS em nosso Estado, até porque, como Secretário da Fazenda, é fundamental entender todos os conceitos que envolvem esse tributo estadual. Contudo, acredito que tenha ocorrido um equívoco simples que foge aos complexos conceitos tributários: interpretação de texto.

Está bastante claro em minha postagem, seja no vídeo ou na legenda, que estamos analisando o ICMS incidente sobre o preço da gasolina em Alagoas. Como sabe, hoje a alíquota aplicada em nosso Estado – graças ao aumento promovido pelo ajuste fiscal no final de 2015 – é de 27% + 2% (Fecoep), resultando numa alíquota geral de 29% de ICMS.

Os dados em que baseio minha afirmação também são oficiais, vindos da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, em que se utilizaram como base de referência o período de 16 de maio a 31 de maio de 2018, estabelecendo que a composição do preço de um litro da gasolina é – somente de tributos – de R$ 1,918 em Alagoas, sendo destes R$ 1,267 somente de tributo estadual (ICMS), tal número leva nosso Estado a ter a 7º carga tributária estadual mais alta do país e a 2ª do Nordeste, tal como afirmei inicialmente e reafirmo aqui.

Tenho plena consciência e conhecimento da composição do preço da gasolina, por isso mantenho meu posicionamento de que é inegável e irrefutável que o aumento da carga tributária estadual sobre o produto tem sua parcela de influência na composição do alto preço que todos os consumidores alagoanos são obrigados a suportar hoje. E, mais, como ainda somos um país dependente do sistema rodoviário e de combustíveis derivados do petróleo, o alto preço da gasolina produz efeitos em todos os setores econômicos de Alagoas.

Reafirmo a importância da discussão saudável entre atores políticos, como esse que estamos realizando neste momento. Mas, acredito que o princípio básico de qualquer boa discussão é não promover desentendimentos de conceitos e premissas. Acredito que o senhor há de concordar que estamos falando de situações diferentes (eu, gasolina, o senhor, uma visão geral).

COMENTÁRIOS
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  1. jose

    AS AURORIDADES DO BRASIL FORAM MUITO TOLERANTES COM ESTA GREVE DOS CAMIONEIROS, PARALISOU O PAÍS, LEVOU PREJUIZOS ENORMES A POPULAÇÕ E O GOVERNO COM MUITO BLÁ, BLÁ, BLÁ.

    NÃO SE VIU AUSTERIDADE PARA OS DIREITOS DO CIDADÃO FOSSEM CUMPRIDOS.

    GPVERNO FRCO !.

  2. jose

    Sr. Governador, autorize compra de GÁS GLP PARA A eSCOLA iNTEGRAL tEOTONIO vilella no CEPA, BANHEIROS QUEBRADOS SEM PORTAS.

  3. João

    O Secretário dar uma de esperto. O maior ICMS é justamente o da Gasolina, pq? Porque todos os outros serviços dependem da gasolina. Ou seja, ele impacta, indiretamente, toda a cadeia produtiva de Alagoas com o ICMS mais caro. Afinal, 70% das mercadorias que você possa imaginar chega por vias terrestes, mais especificamente por carro que usa combustível, ou ele pensa que o transporte é de carro de boi?

    Tudo é impactado pelo ICMS mais caro.

  4. Mário Câncio

    Esse secretário se finge de besta e mete a mão descaradamente no bolso do alagoano. Aumentando impostos e inviabilizando o comércio local. Tudo culpa do senhor governador.

  5. Sérgio

    Ele tem que mudar o foco mesmo Deputado, não tem argumentos para rebater a sua denuncia. Parabéns!!! o Senado lhe espera.

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