“Redes sociais, campo fértil para todo tipo de ofensas na campanha”
   10 de agosto de 2018   │     15:27  │  0

As mudanças nas regras eleitorais também vão afetar a rotina dos escritórios jurídicos especializados no tema.

A expectativa é que o guia eleitoral, que será mais curto este ano (apenas 35 dias) e com menor tempo tenha usos mais nobres. Já as redes sociais, devem ser transformadas em território livre para o bem e para o mal.

“Será um tempo precioso para que o candidato utilize com ofensas críticas mais severas, como se via no passado. Os marqueteiros não podem perder tempo com direito de resposta, um tempo que será difícil pode recuperar. Por outro lado teremos o desenvolvimento de uma campanha nas redes sociais, um campo fértil para todo o tipo de ofensa”. A avaliação é advogado especializado em direito eleitoral Fábio Gomes, do escritório Gomes Pereira.

A boa notícia para o eleitor que quer ver uma campanha limpa, sem baixarias, é as regras que valem para o rádio e TV, também valem para as redes sociais.

Candidatos que tem páginas em redes como Instagram ou Facebook devem ficar atentos para evitar excessos.

Assim como no guia eleitoral, Fábio Gomes explica que caberá direito de resposta a qualquer tipo de ataque nas redes sociais.

“Cabe direito de resposta. Além de tirar do ar a ofensa, o candidato será obrigado a reproduzir a resposta do ofendido. Além disso, quem usar as redes sociais para ofender responderá criminalmente, numa ação que será acompanhada também pelo Ministério Público”, aponta Fábio.

Com experiência em várias eleições, Fábio Gomes avalia no entanto que será complexa a fiscalização de algumas redes sociais na campanha, especialmente oo Watsapp.

“Hoje os recursos são limitados para investigar fake news (falsas notícias), quando se parte para mensagens de Watsapp. Não será fácil provar a origem de um fake news, demonstrar de onde saiu, porque podem ser usado um número falso”, avalia.

Não será fácil investigar, mas será investigado. E quem for pego vai responder, avisa, por vários crimes. Mas, essa é outra história.