Renan Filho tem 2a maior votação do Brasil e é o único eleito pelo MDB
   8 de outubro de 2018   │     0:24  │  0

Por pouco Renan Filho (MDB) não foi o mais votado do Brasil. A onda pró Bolsonaro cresceu em Maceió às vésperas da eleição, neste domingo 7, ajudando a elevar a votação de Josan Leite (PSL), que terminou ficando em segundo 11.06% dos votos válidos.

Reeleito com mais de um milhão de votos ou 77,3% do total, o atual governador teve o segundo maior percentual de votação do Brasil, atrás apenas de Camilo (PT), reeleito no ceará com 79,9% dos votos.

Construir este resultado pode parecer “fácil” para muitos analistas, que apontam a falta de adversários competitivos. Não foi.

Renan Filho é do MDB, partido de Michel Temer. E o MDB que saiu das urnas neste domingo, 7, é o menor de toda a história do partido.

Menor em todos os indicadores. A menor bancada na Câmara Federal, a menor bancada no Senado e apenas um governador, entre os 13 eleitos no primeiro turno – Renan Filho.

A estratégia de “colar” com Lula, lá atrás, as articulações que levaram a formação de uma frente ampla e, por fim, o descompasso da oposição que não conseguiu lançar no tempo certo um candidato competitivo, ajudaram Renan Filho a se consolidar como favorito.

A retirada da candidatura de Fernando Collor (PTC), que decidiu ser candidato na última hora atendendo um apelo da oposição (sem reciprocidade), foi decisiva para o atual governador ser eleito com uma votação tão expressiva.

O primeiro turno das eleições agora já é história. Se quiser ter carreira longa na política, Renan Filho vai precisar fazer um segundo governo ainda melhor.

A partir de agora a comparação não é mais com o “governo passado”. O “novo” Renan Filho terá que superar o “velho” Renan Filho, que chegou as as urnas com uma uma gestão aprovada por 73% da população e saiu reeleito com a aprovação dos 77% dos eleitores.

Página virada

Reeleito, Renan Filho preferiu comemorar discretamente, em casa, com a família e os amigos. Nesta segunda-feira, já avisou, vai voltar a rotina normal, despachado no Palácio dos Palmares e visitando algumas obras – uma das suas tarefas preferidas.

Depois que baixar a poeira, o governador deve iniciar as conversas com os eleitos para a formação do novo governo.

Vem por aí uma nova reforma administrativa. O mais provável, depois de ter ouvido o “recado” das urnas, é que Renan Filho faça um governo mais enxuto, mais transparente e mais conectado com o cidadão. Mas, essa é outra história.