Santoro dá a receita para AL no governo Bolsonaro: “cortar gastos e modernizar a gestão”
   29 de outubro de 2018   │     21:36  │  0

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, estaria de malas prontas para desembarcar na equipe do eventual ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes. Essa, pelo menos é a informação que circulou nos bastidores e chegou a ser publicada em alguns blogs locais. Mas não passou de especulação – ou ilação.

Carioca, George Santoro só não fica em Alagoas se o governador Renan Filho (MDB) não quiser. Se for convidado para a Secretaria da Fazenda do novo governo, anote aí, ele aceita.

Quanto ao futuro das finanças de Alagoas, Santoro dá a receita: reduzir gastos, apostar na modernização da máquina pública e buscar fazer mais com menos: “é preciso aumentar a produtividade”, resume.

O secretário da Fazenda avalia que ainda é cedo para traçar um cenário econômico do próximo governo central.

“Tem que aguardar um pouquinho. Esse proposta de privatizar não resolve nada no curto prazo. Uma privatização leva de um ano a dois. É preciso criar uma agenda de reforma do estado, de simplificação. O importante é criar as agendas, tem que apresentar claramente um plano para que a gente possa avaliar melhor”, aponta.

Para Santoro, qualquer plano só dará certo se o futuro presidente “comprar” a proposta. “As vezes tem boas ideias, mas se o presidente não assumir não vai funcionar. Em Alagoas fiz propostas que o governador assumiu para ele. Será que o Bolsonaro vai fazer isso com o Paulo Guedes?  A gente viu que o Joaquim Levy fez propostas, mas quem levava para o Congresso era o próprio Joaquim e não a ex-presidente Dilma. Tinha que ter ser ido ela a assumir o plano como dela, a conversar com o Congresso”, pondera.

O secretário da Fazenda de Alagoas torce também para que o plano econômico do governo Bolsonaro seja consistente: “espero que não inventem nada mirabolante, complexo. O país vive uma situação muito delicada. A projeção é que em dois anos a dívida atinja 95% do PIB. E quem vai querer comprar papel do país, se o Brasil for o mais endividado do mundo?”, questiona.

Quanto a Alagoas, Santoro adianta que é preciso ter uma agenda de reforma, de mudança: “a gente está discutindo a algum tempo esse cenário. Devemos buscar parceria com Banco Mundial para fazer uma reforma de gestão, focada na modernização. O segredo é a produtividade no setor publico, com o uso tecnologia e mecanismos de gestão mais modernos”, aponta.

A boa notícia é que, segundo o próprio Santoro, “não tem espaço para aumentar tributos. O caminho é reduzir despesas e melhorar a eficiência. O Brasil não vai viver anos de bonança porque saiu o PT e entrou Bolsonaro. O país vai viver uma triste realidade, tem grande deficit e para enfrentar isso será preciso, às vezes, de medidas amargas. Alagoas é um estado muito pobre. Não dá para soltar as rédeas”, enfatiza.