Renan conversa com Temer e pode ser nome do MDB para presidir o Senado
   7 de novembro de 2018   │     19:10  │  0

O MDB quer manter a tradição e eleger o próximo presidente do Senado e, por tabela, do Congresso Nacional. No momento, o nome do senador Renan Calheiros é considerado o mais forte para a missão, dada a capacidade de articulação que ele tem com outros partidos e lideranças políticas.

Mesmo dizendo que não é candidato, Renan Calheiros se reaproximou do presidente Michel Temer, com quem conversou nessa terça-feira, 6, e tem feito “acenos” para o futuro presidente, Jair Blsonaro .

A conversa com Temer, segundo disse o senador à reportagem da Folha, se deu à convite do presidente. “Ontem, o presidente me chamou para que eu tivesse uma conversa com ele, e eu brinquei: ‘Nunca imaginei que iria voltar ao Palácio neste governo”.

A reunião foi sobre a união do MDB e a presidência do Senado. Renan saiu do encontro admitindo que poderá entrar na disputa.

“A presidência do Senado não pode ser um fim em si mesmo. É fundamental conversar com o partido e conversar com os outros partidos. Se houver missão a cumprir eu estou disposto [a disputar novo mandato], mas só nessa condição”, afirmou.

Tradição

Mesmo menor após as eleições de 7 de outubro, o partido mantém a maior bancada do Senado. Por tradição, a maior bancada indica o presidente da Casa. Além do senador Renan Calheiros (MDB-AL), a senado Simone Tebet (MDB-MT) também estaria na disputa pelo cargo.

Repercussão

Veja a reportagem da Folha de São Paulo

Renan faz aceno a governo Bolsonaro e defende ‘convergência programática’

Senador não descarta disputar presidência do Senado e evita responder pergunta sobre se fará oposição ao futuro governo

BRASÍLIA

Reeleito senador pelo MDB de Alagoas, Renan Calheiros (MDB-AL) evitou se posicionar como um opositor ao governo de JairBolsonaro, eleito presidente no último dia 28.

“Eu não posso antecipar isso, porque você não pode se colocar indefinidamente num campo político. Você não pode recusar apoios que estão sendo cobrados, especificamente programaticamente”, afirmou ao ser questionado pela Folha sobre se faria oposição a Bolsonaro, a quem se manteve crítico durante as eleições.

Na contramão dos caciques de seu partido no Senado, que foram derrotados nas urnas, Renan conquistou com folga mais oito anos como parlamentar.

Disputaram novos mandatos e perderam senadores do MDB como Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR) e o presidente da Casa, Eunício Oliveira (CE).

Parte do desempenho de Renan nas urnas se deu graças ao papel de oposição ao governo de Michel Temer que assumiu no início de 2017. Desde então, ele foi gradualmente se aproximando da esquerda e do PT e adotou tom de apoio ao ex-presidente Lula, a quem defendeu ao longo da campanha.

…. Sobre o governo de Bolsonaro ele afirmou a existência de pontos de convergência econômica. 

“Tem muita coisa que dá para se fazer sem rótulos. Muita coisa. Mas, para que você identifique isso, é fundamental que todo mundo converse. Eu posso colaborar em algumas mudanças na economia, no combate aos privilégios, a definição do papel do Banco Central. Essas coisas podem ser discutidas, os grandes salários”, comentou.

Opositor da agenda de reformas do governo Temer, Renan falou que a reforma da Previdência é necessária.

“A reforma da Previdência é inevitável. O que o Congresso vai discutir é qual reforma será, se fundamentalmente será uma reforma definitiva, como queriam, ou se será uma reforma que vai requerer ajustes na sequência.”

Para ler a reportagem na íntegra, acesse: Renan faz aceno a governo Bolsonaro e defende ‘convergência programática’