Asplana: redução de impostos vai ajudar setor canavieiro a enfrentar a crise
   27 de novembro de 2018   │     21:47  │  0

A aprovação do novo regime tributário, que equipara a carga fiscal de Alagoas com Pernambuco e outros estados produtores de cana-de-açúcar da região Nordeste, trouxe novo alento para o setor sucroalcooleiro de Alagoas.

A expectativa agora é de retomada da produção e dos empregos. O setor produzia, em média 25 milhões por ciclo até 2010. Na safra 2017/2018 a produção caiu para 13 milhões de toneladas. A estimativa para a atual safra, que segue até março, é que a moagem chegue até 16 milhões de toneladas.

“Com a mudança na política fiscal a recuperação poderá ser mais rápida”, aponta o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas (Asplana), Edgar Filho.

A asplana destaca a importância da aprovação do regime especial de tributação para a produção de etanol e açúcar em Alagoas, medida que entra em vigor ainda neste mês de novembro.

“Foi uma luta grande e que foi encabeçada pela Asplana, mostrando a viabilidade que o setor em Pernambuco obteve após a queda do ICMS no Estado. Conseguimos essa vitória junto com o setor industrial e os trabalhadores na Câmara Setorial da Cana-de-açúcar. É uma medida extremamente benéfica para o setor sucroenergético como um todo, refletindo no preço da ATR, além de tornar as usinas viáveis mais uma vez, impedindo que outra unidade industrial encerre suas atividades”, aponta o presidente da Asplana.

Para Edgar Filho, com as usinas em pleno funcionamento, a cadeia produtiva gira de forma harmônica. “Afinal, não existe fornecedor de cana sem usina e não existe trabalhador rural sem fornecedor de cana. Essa cadeia será preservada com a queda do ICMS, sendo de fundamental importância para o nosso Estado. Nenhum outro governo passado conseguiu promover este beneficio que foi dado agora na gestão do governador Renan Filho”, destacou Edgar Filho.

Com a adesão ao regime especial oferecido pelo Governo de Alagoas, os empresários do segmento garantem a concessão de crédito presumido de 12% sobre o valor da operação na saída interna ou interestadual de álcool hidratado combustível. Para a produção de açúcar, a concessão de crédito presumido é de 6% na saída para o exterior; 7% na saída interna e 9% na saída interestadual.

Edgar Filho durante reunião da Câmara Setorial da Cana-de-açúcar