“Cegueira”: Estado só consegue entregar colírio a 15% dos pacientes com glaucoma
   8 de maio de 2019   │     17:38  │  0

O alerta mais uma vez veio do deputado estadual Davi Davino Filho. A estrutura montada pelo governo do Estado para distribuição de colírios para pacientes do Programa de Combate ao Glaucoma em Alagoas não é suficiente para a tender a demanda.

De acordo com os números apresentados pelo deputado durante sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas nessa terça-feira, 7, apenas 15% dos pacientes estão sendo atendidos por mês.
“Não é preciso ser matemático para saber que essa conta não fecha. São cerca de 20 mil pessoas que necessitam do tratamento via Programa de Combate ao Glaucoma pelo SUS e a Farmex só libera 150 fichas de atendimento por dia, totalizando em 3 mil por mês. Então, como os outros 17 mil serão atendidos?”, indagou.

Os pacientes com glaucoma, não custa repetir, correm sofrem com a permanente ameaça da cegueira. A doença é irreversível. Sem o colírio, o paciente corre o risco de ficar cego.

“Quantas vezes forem necessárias eu tocarei nesse assunto aqui no plenário. O secretário de Saúde Alexandre Ayres tomou posse do cargo há pouco tempo e ainda está se inteirando. Ele está tendo boa vontade, pois colocou cadeiras e climatizou a sala de espera na Farmex, mas como todos nós sabemos saúde é uma área que não se pode esperar”, disse o deputado.

Davi Davino Filho cobrou eficiência na distribuição de colírio contra glaucoma

Versão oficial

Veja texto da assessoria da Assembleia Legislativa sobre a cobrança feita por Davino Filho

Davi Davino Filho volta a cobrar mais eficiência na distribuição de colírios para tratamento do glaucoma

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 7, o deputado Davi Davino Filho (PP) voltou a cobrar mais eficiência por parte da Farmex (Farmácia de Medicamentos Excepcionais de Alagoas) na distribuição de colírios para o glaucoma. De acordo com o parlamentar, a Secretaria de Estado da Saúde deve adotar medidas urgentes e concretas para solucionar o problema e não comprometer o Programa do Glaucoma. Davi Davino sugeriu a descentralização da Farmex para solucionar a questão.

Atualmente, segundo Davino, cerca de 20 mil pessoas dependem dos serviços da Farmex, no entanto, apenas 150 consultas são liberadas diariamente. “Fazendo uma conta rápida, a Farmex funciona 20 dias por mês, vezes 150 consultas, isso vai resultar em apenas três mil consultas por mês. Então como vai atender os 17 mil restantes?”, questionou Davino Filho. “Ou seja, o Programa do Glaucoma está acabando. Era uma programa que vinha há mais de 10 anos dando certo, as pessoas que estavam ali fazendo seu tratamento, evitando gerar um problema mais sério, como a cegueira. Mas o que hoje a gente vê na imprensa são reclamações diárias”, declarou o parlamentar.

Em aparte, a deputada Jó Pereira (MDB) se solidarizou com o pronunciamento do colega de plenário. “O programa já foi um dos mais eficientes no Brasil, e ele precisa voltar para que as pessoas não corram o risco um dos mais importantes sentidos que é a visão”, avalia a parlamentar.

Jó Pereira disse ainda que, além de regularizar a entrega dos medicamentos do Programa do Glaucoma, a Farmex precisa ser mais humanizada. Ela lembrou que as mães e crianças vítimas do zika vírus também estão com o tratamento comprometido devido a falta de medicamentos. “Essas crianças estão tendo que passar por um serviço extremamente burocrático, demorado e, além de tudo, financeiramente muito caro para ter acesso aos medicamentos necessários para o controle das conseqüências do zika vírus”, contou Jó Pereira.

Dia do Oftalmologista
Durante o pronunciamento, Davi Davino destacou o Dia Estadual do Oftalmologista, celebrado hoje. A data comemorativa foi criada através de um projeto de lei de sua iniciativa, na legislatura passada.