Braskem pode continuar explorando sal-gema em novas áreas, avalia governo
   14 de maio de 2019   │     9:40  │  1

Ainda não se sabe qual o real impacto da paralisação da Braskem na economia de Alagoas. A empresa é a base da cadeia da química e do plástico no estado, que tem cerca de 80 indústrias e gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Mesmo sem uma definição da empresa em relação ao litígio envolvendo as famílias do bairro do Pinheiro (uma população estimada em 30 mil pessoas), o governo do Estado passou a buscar alternativas para evitar o fechamento da fábrica de Cloro e Soda, localizada no bairro do Pontal em Maceió. A indústria, que utiliza o sal-gema para produzir cloro e soda abastece várias outras fábricas e sua paralisação afetaria todo o setor, inclusive fornecedores de insumos (energia, gás), serviços (mão de obra) e produtos.

A opção que vem sendo analisada pelo governo é a continuidade da mineração sal-gema em áreas não habitadas. Foi o que antecipou Renan Filho nessa segunda-feira, 14, em entrevista a jornalistas.

Segundo o governador, existe um espaço para que a Braskem continue operando em Alagoas e o governo irá discutir a situação da continuidade da empresa no estado de forma conjunta.

Além de analisar os aspectos financeiros e a geração de empregos, o governo também vai considerar a questão ambiental, dando prioridade a segurança dos cidadãos nas áreas onde a Braskem opera.

“Isso será um amplo diálogo que com muita transparência. Todos irão acompanhar e vou prioritariamente preservar as vidas. Não vamos permitir que ocorra em Alagoas o que ocorreu em Mariana e Brumadinho. E partir daí vamos criar as condições econômicas para a Braskem continuar sua exploração desde que não seja em área urbana”, disse o governador.

Ainda na entrevista, o governador adiantou que “apesar de serem dados muitos técnicos, já existe uma informação prévia, que deve ser estudada, para que a extração de sal gema poderá ocorrer em áreas não habitadas”

COMENTÁRIOS
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  1. Amigo do ambiente

    Ele fala como se fosse um expert no assunto (KKKK). Quem vai garantir que não serão abertos poços direcionais ? O Estado ja demonstrou que não tem a mínima condição de licenciar este tipo de empreendimento, sem o aval da CPRM . Vejam, a duas semanas havia um Senhor ligado ao governo, dizendo em alto e bom tom que o problema era puramente de falha geológica, falaram em lençol de água mas na verdade o problema era com as Lâmpadas (Cavernas abertas para extração da salmoura). Como dizia o saudoso Leonel Brizola, o governador vem “costeando o alambrado”. Tem que parar e reavaliar as garantias ambientais e novo plano deve ser avaliado por empresas do gabarito da CPRM, assim como todo o processo tem que ser transparente para a população.
    Dizer que o que aconteceu não era previsivel e uma piada e daquelas de muito mal gosto.

    E a pergunta é : Qual será a remediação ? Quem garante que não haverão novos colapsos no subsolo ?
    O Governaodr ?

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