Comércio de Alagoas volta a “abrir” novas lojas após 4 anos
   17 de maio de 2019   │     15:40  │  1

Após quatro anos de recessão, finalmente o varejo de Alagoas teve aumento líquido no número de lojas. Em outras palavras, abriu mais do que fechou.

Outros 14 Estados do Brasil tiveram saldo positivo e 13 fecharam o ano no vermelho – literalmente.

Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado recentemente (veja abaixo), o saldo de aberturas e fechamentos de lojas com vínculos empregatícios no comércio do Brasil em 2018 foi positivo, com 8,1 mil novos estabelecimentos comerciais.

O melhor resultado foi de São Paulo, com 3,8 mil novas lojas. O Rio de Janeiro teve o pior desempenho, com saldo negativo de -997 lojas.

Alagoas, segundo o levantamento voltou a registrar saldo positivo em 2018 – o primeiro desde 2015 – com a abertura de 189 novas lojas com vínculos empregatícios.

Apesar de sinalizar uma recuperação, o resultado do ano passado ainda não é suficiente para compensar o desempenho dos três anos anteriores.

De acordo com levantamento da CNC, Alagoas teve saldo negativo (soma entre abertura e fechamento) de -307 lojas em 2017, – 587 lojas em 2016 e – 812 lojas em 2015.

No ano passado Alagoas ficou no 11o lugar entre todos os Estados em desempenho no saldo real na abertura de novas lojas com vínculos empregatícios.

O levantamento, no entanto, não dá a dimensão real crescimento proporcional do setor por Estado. Percentualmente Alagoas deve ter crescido mais, por exemplo, do que Pernambuco que ficou em 9o com saldo de 259 lojas. Mas como o Estado não revela a base de comparação não dá para afirmar em que posição está ou estaria Alagoas no desempeno proporcional.

Gráfico mostra desempenho dos Estados na abertura líquida de lojas em 2018

Nacional

O varejo nacional ganhou 8,1 mil novas lojas no ano passado e começa a reverter a redução sofrida entre os anos de 2015 e 2017, em que o setor acumulou fechamento líquido de 223 mil estabelecimentos comerciais por conta da recessão.

A abertura de novos empreendimentos está relacionada à recuperação da atividade econômica. A reação do setor se difundiu por todo o país. Em 15 das 27 unidades da Federação foram registradas mais aberturas do que fechamentos de estabelecimentos comerciais, destacando-se de forma positiva os Estados de São Paulo (+3.883), Santa Catarina (+1.706) e Minas Gerais +940), Mato Grosso (+785) e o Paraná, em quinto lugar, com 762 novas lojas.

Por outro lado, o Rio de Janeiro – responsável por 9% tanto do faturamento quanto da força de trabalho do varejo nacional – voltou a se destacar negativamente (-997). Ainda assim, nessa unidade da Federação, o fechamento líquido de lojas com vínculos empregatícios foi 83% menor do que o saldo de 2017 (-5.971).

Para 2019, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 5,8% no volume de vendas do varejo brasileiro. Levando-se em conta esse cenário e a defasagem existente entre o crescimento das vendas e a natural contrapartida na abertura de novos pontos de venda no varejo nacional, a expectativa da entidade é de que, ao fim deste ano, aproximadamente 23,3 mil novos estabelecimentos com vínculos empregatícios sejam abertos no setor. Confirmada essa expectativa, o ano de 2019 apresentará, portanto, o maior saldo de abertura de lojas desde 2013.

Para saber mais, acesse os levantamentos da CNC:

VAREJO VOLTA A REGISTRAR ABERTURA DE LOJAS APÓS QUATRO ANOS

VAREJO PERDEU 19,3 MIL LOJAS EM 2017

VAREJO FECHOU 108,7 MIL LOJAS EM 2016

CRISE NO VAREJO PROVOCA FECHAMENTO RECORDE DE LOJAS EM 2015

 

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