Servidor do Estado pode ficar sem reajuste 2019, avisa governo
   20 de maio de 2019   │     13:13  │  14

Em meio a turbulência na economia nacional, os servidores públicos de Alagoas correm o risco de ficar sem uma definição do reajuste anual na data base da categoria. Pior. Podem ficar sem nenhuma reposição salarial este ano “se o cenário não melhorar”.

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, adianta que até o momento não houve definição do governo sobre a questão. “Ainda não terminamos a montagem de cenário, mas as perspectivas neste momento são bem ruins”, pondera.

A data base para reajuste anual dos salários dos servidores públicos do Estado de Alagoas é maio.

Durante a gestão de Renan Filho, o primeiro reajuste, aprovado em setembro de 2015, foi de 5%, dividido em 3 parcelas (1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% em dezembro) e não contemplou cargos comissionados.

Em 2016 o governo não concedeu reajuste. E

2017, o reajuste contemplou todos os servidores. Foram duas parcelas: 3,15% a partir de junho e 3,14% em dezembro, totalizando 6,29%, equivalente ao IPCA (inflação) de 2016.

Em 2018, a proposta de correção dos vencimentos dos servidores foi apresentada na Assembleia Legislativa de Alagoas no dia 5 de maio, mas só entrou em vigor em julho. O reajuste, com base no IPCA, foi de 2,95% em uma só parcela.

E 2019?

Se o governo seguir a “regra” dará o IPCA do ano anterior, que foi de 3,75%. Se a crise apertar, pode repetir 2016.

“Devemos debater esse tema durante esse mês, mas ainda não há definição”, resume o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques.

Para definir o reajuste, o governo deve levar em conta o atual cenário econômico do país e do Estado e também projeções futuras da economia.

Como o secretário da Fazenda – fazendo coro com o ministro Paulo Guedes – enxerga a necessidade de conter gastos, deve recomendar que o governo não dê reajuste. No máximo Santoro pode sugerir correção abaixo da inflação.

A palavra final será do governador Renan Filho. Sempre.

E a decisão será “política”, afinal está em jogo a manutenção de alguns investimentos que estão em andamento hoje, além de projetos futuros.

O que será que vem por aí?

Governo vai ‘conter’ aumento de gastos com pessoal

Em entrevista exclusiva à Gazeta de Alagoas, no final de semana, o secretário da Fazenda, George Santoro, revelou que o Estado já se prepara com medidas para enfrentar momentos difíceis da economia nacional, que caminha em direção à recessão.

Dentre as medidas de enxugamento, está a folha do funcionalismo, que poderia passar de R$ 350 milhões, mas hoje, segundo o secretário, está em R$ 300 milhões mensais para o pagamento de cerca de 70 mil servidores ativos e inativos.

Santoro assegurou que as medidas de controle rígido dos gastos garantem o pagamento dos salários do funcionalismo. Mas alertou: “Estamos nos encaminhando para uma recessão nacional. Não podemos gastar nada a mais do que o previsto pelo governo”.

Ao comentar os dados sobre a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto, lembrou que no início do ano o governo do presidente Jair Bolsonaro previu crescimento do PIB na ordem de 3,5%. Na semana que passou, a área de planejamento federal e o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiram que o crescimento poderá ser bem menor que o previsto.

Economistas brasileiros da mesma linha de pensamento de Santoro avaliam que o crescimento poderá ser inferior a 0,75%. “Estou torcendo que o crescimento do PIB Nacional chegue a 0,75% como avaliam muitos economistas. Já seria uma boa notícia se isto realmente acontecesse, porque o cenário é pior”, pondera.

Santoro observou que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, reconhece que a crise que o Brasil vive “é muito grande, dura e que o País esta a beira de um abismo fiscal, é importante a gente ficar atento e consciente da gravidade deste momento”.

Ao ser questionado se o governo de Alagoas, diante deste cenário dramático da economia, conseguirá arrecadar o suficiente para manter a folha em dia, novamente o secretário da Fazenda afirmou que “a nossa folha está em R$ 300 milhões. Neste primeiro quadrimestre, a nossa arrecadação está batendo a inflação. Vamos virar o mês de maio neste patamar positivo, com crescimento de 4 a 4,5% em arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. A arrecadação total do estado é um pouco maior”.

COMENTÁRIOS
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  1. gilmmmm

    Progressista quem falou que não ter aumento foi o governador de alagoas, e não o presidente da republica…. eita povinho burrinho todo agora é culpa do nosso presidente….E saiba que o governador também é oposicão a bolsonaro.

  2. Roberto

    Vocês que votaram em BOLSONARO ENCONTREM UMA SOLUÇÃO UM GOVERNO SEM LIDERANÇA DENTRO DO PRÓPRIO PSL.

  3. Servidor Indignado

    Interessante que no tocante aos impostos é reajustado todos os anos, mas para garantir o mínimo de reposição todo ano é essa novela do governador.

  4. JULIANO GOMES

    COM A PALAVRA O SINTEAL (PUXADINHO DO PT), CONTRA A PREFEITURA DE MACEIÓ E DE ARAPIRACA SÃO LEÕES, CONTRA RENANZINHO GAZELAS. EITA, ME LEMBREI, O PT QUE COMANDA O SINTEAL TEM CARGO NO GOVERNO.

  5. PROGRESSISTA PORRETA

    QUANDO SE FALA EM GREVE, MUITA GENTE DIZ LOGO QUE É UMA COISA DESNECESSÁRIA. MAS NÃO VEJO OUTRO CAMINHO A NÃO SER ESTE. O GOVERNO DO COISO BTRALHA 171 ESTAR SENDO O PIOR GOVERNO QUE O BRASIL JÁ TEVE. NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS UM GOVERNO FOI TÃO RUIM QUANTO ESSE. COMO É QUE UM PRESIDENTE ENGANOU TANTOS IDIOTAS ÚTEIS? O SACRIPANTA NÃO TEM DIALOGO COM NINGUÉM, NEM POVO, NEM CONGRESSO, NEM MÍDIA E NEM JUSTIÇA. VIVE NO EXTERIOR VENDENDO E ENTREGANDO NOSSO PATRIMÔNIO. E AINDA FALANDO MAL DE NOSSO POVO. GREVE GERAL JÁ.

  6. SANTOS

    TUDO SÓ VEM PRO LADO DO SERVIDOR. TODOS OS GOVERNOS SEMPRE RECLAMAM DE BARRIGA CHEIA. TODOS OS ANOS, FICAMOS POR ÚLTIMO. ATÉ QUANDO TEMOS QUE PAGAR TANTOS IMPOSTOS NESSE PAÍS. OS SALÁRIOS JA SÃO BASTANTE BAIXOS, E SEM REAJUSTE FICA DIFÍCIL COLOCAR O PÃO NA BOCA DE NOSSOS FILHOS. SÓ DEUS PRA ABRIR A MENTE DS NOSSOS GOVERNANTES. AMEM

  7. Flávio

    Muito bom, só esqueceu um detalhe, em 2016 os servidores do executivo não tiveram aumento, porém, o Judiciário embolsou 6% de correção. Quando é para aumentar tributos encontram argumentos, quando explora com o Fecoep sempre há justificativa, aumentam as contas dos serviços públicos e o servidor têm que ficar sentado e rindo.

  8. NIVALDO MACEDO DOS SANTOS

    Sempre é assim,e os trabalhadores são que pagam o pato da corrupção e roubalheira dos políticos, nunca haverá caixa para a reposição salarial, até porque nem aumento se está exigindo, agora para a assembleia e judiciário sempre tem dinheiro para manter seus conchavos políticos.

  9. Flaviopc

    Já disse e repito toda vez que o assunto e reajuste do servidor sempre falta dinheiro, mas para roubalheira e superfaturamento o dinheiro hora, a exemplo da CISP de Teotônio Vilela que custou segundo o Estado R$ 8000000,00(oito milhões) preço de uma casa em Dubai, quem ver se admira

  10. Vieira

    Estamos num pais de loucos e abutres. A Petrobrás enchendo a pança, com uma fome desmedida, e os servidores e demais trabalhadores sem reajustes. Nem os frentistas de postos, que veem os bolsos do patrão explodindo de grana, recebem um mínimo reajuste. Pais fada à desgraça humana.

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