Governo monta plano para manter Braskem em operação em AL
   2 de junho de 2019   │     21:30  │  2

Com ou sem mineração de sal-gema, o governo de Alagoas vai trabalhar para manter as unidades da Braskem em operação no Estado. São duas grandes fábricas. A indústria de Cloro e Soda, instalada em Maceió, fornece produtos essenciais para a fábrica de PVC, que funciona no polo de Marechal Deodoro.

As duas indústrias da Braskem são responsáveis pela produção de matéria-prima e insumos para toda a Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP) de Alagoas. São mais de 80 empresas e até 20 mil empregos diretos e indiretos pelas estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).

Até o momento, nem o governo do Estado, nem as entidades que presentam a CPQP apresentaram dados atualizados sobre um eventual impacto do encerramento da operação da Braskem em Alagoas.

A planta de Cloro e Soda, em Maceió, paralisou sua operação desde 9 de maio, quando a mineração de sal-gema (utilizada na fabricação de cloro e soda) foi suspensa.

Se a indústria continuar fora de operação deve começar a atingir todas as empresas da CPQP já a partir das próximas semanas. A informação mais consistente é de que só existiria estoque para a produção de PVC por mais dois meses, no máximo.

Enquanto a Braskem e as autoridades (federais, estaduais e municipais) lidam com a situação dos bairros atingidos pela mineração de sal-gema, a Sedetur deve colocar em execução nos próximos dias um plano para tentar retomar a operação da empresa no Estado.

No começo da próxima semana, o secretário Rafael Brito participa de reunião como presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra e representantes da CPQP.

O objetivo, adianta, é assegurar o suprimento de matérias-primas para a unidade de cloro e soda. O governo analisa a possibilidade de dar incentivos que compensem uma eventual importação de sal-gema de outros Estados ou de outros países.

“A ideia é criar uma solução em conjunto com as empresas do setor, mas precisa ser uma solução que a sociedade aceite”, pondera Rafael Brito.

O secretário avalia que do ponto de vista econômico, a empresa não terá necessidades de sair de Alagoas. “Nosso Estado tem condições extremamente competitivas para a Braskem e as outras empresas do setor químico e plástico”, aponta.

COMENTÁRIOS
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  1. Amigo do Ambiente

    Vamos lá, o SAL vem de fora (RN, Chile, etc o que e um absurdo, sendo o grupo, dono da maior reserva de SAL GEMA da america Latina). Vão descarregar aonde ? Porto de granel ? Esta batendo o desespero, a ficha caiu. Quem vai determinar se fica ou não fica, se liga ou desliga e a Diretoria da Brasken com a anuencia dos acionistas. O estado é acionista ?, se preocupou com isto ? A considerar a situação financieira do principal acionista e levando em conta que agora, vender o complexo de Alagoas esta quase micando, estamos em situação delicada mesmo. Estou quase chorando.
    Não e uma empresa estatal, com gente de governo influenciando na tomada de decisões, já foi,, ao acionista interessa o lucro. O Estado deveria realmente procurar uma solução técnica em conjunto com a empresa. Aonde a empresa pode abrir novos poços ? É viavel ?
    Tem muito Oba Oba !

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