Preconceito? O que falta é acesso do brasileiro ao urologista, alerta deputado
   25 de novembro de 2019   │     22:51  │  0

As estatísticas não deixam dúvidas. O câncer de próstata é tão grave para o homem quanto o de mama é para a mulher. Ainda assim, o “novembro azul” está muito longe de ter o mesmo espaço na mídia ou na agenda das autoridades de saúde que o “outubro rosa”.

E sabe aquela história de preconceito? Um ou outro homem prefere evitar o exame de toque (ou pelo menos finge isso). O que acontece de fato é a falta de acesso a exames e, principalmente, ao urologista.

Alguns desses números e fatos ganharam maior visibilidade durante discurso do deputado estadual Davi Davino Filho (PP), na Assembleia Legislativa.

O deputado é autor de uma lei que prevê a criação da Semana Estadual da Saúde do Homem. A lei ainda não foi colocada em prática pelo Executivo.

“No Brasil, a cada sete minutos um brasileiro é diagnosticado com câncer de próstata e, nos próximos 40 minutos, um brasileiro vai morrer da enfermidade”, alertou o deputado em seu discurso.

“Estamos em pleno Novembro Azul, um mês dedicado à conscientização da saúde do homem. Até o momento, não tomamos conhecimento de nenhuma ação do Executivo para colocar em prática a Semana Estadual da Saúde do Homem”, emendou.

No seu discurso, Davi Filho destacou o trabalho realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e a Sociedade Brasileira de Urologia, que criaram a partir de iniciativa do urologista alagoano Mário Ronalsa, o Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem do Campo (PNAISHC).

Esse é um programa pioneiro, considerado único no mundo. Assegura a moradores de áreas rurais a oportunidade de fazer além do exame de sangue PSA, o exame do toque retal.

“Dos 1.466 homens assistidos pelo Programa Saúde do Homem do Campo entre 2015 e 2018, 93,4% nunca tinha se consultado e recebido orientações de um especialista da área de urologia. O levantamento identificou também que 100% dos homens aceitaram fazer o exame de PSA e que apenas dois pacientes, num universo de 1.466 homens, se negaram a fazer o toque retal. Ou seja, o homem aceita tratar de sua saúde, o que falta é a assistência urológica nas três esferas do governo.

Os dados apresentados pelo deputado bem que poderiam inspirar os governos (em todas as esfera) a levar esse programa para um número maior de pessoas. O exame PSA, pelo que conversei com o médico Mário Ronalsa, deve custar uns R$ 25. O custo para realizar o exame de toque, em “mutirões” como os que são organizados pelo Senar/ SBU custa ainda menos.

Davi Filho cobra ações do governo para a saúde do homem

Vale a pena ler

Recomendo a leitura de um texto sobre o programa do Senar/ SBU, produzido pelo suplemento Rural, da Gazeta de Alagoas: Rural – 03 (6)-páginas-3

Saúde do Homem previne o câncer de próstata no homem do campo

Veja aqui o PDF da reportagem: 

Saiba mais

Deputado cobra atuação do governo nos cuidados da saúde do homem