MDB e PP travam “queda de braços” para fazer mais prefeitos em Alagoas
   28 de novembro de 2019   │     23:01  │  0

O apoio de vereadores e, principalmente de prefeitos, é considerado decisivo – ao menos no caso de Alagoas – para a eleição de senador, deputado e governador.

Esse é o principal motivo do envolvimento direto e até ostensivo dos ‘caciques’ da política alagoana nas articulações para o pleito de 2020.

Nesse campo, a disputa em Alagoas gira hoje em torno dos dois maiores partidos do Estado – MDB e PP.

As duas legendas, juntas, tem 68 dos 102 prefeitos do Estado (47 do MDB e 21 do PP). Alguns migraram para os partidos depois da eleição de 2016 – como já registrei aqui.

O esforço dos principais líderes dos partidos (Renan Calheiros e Arthur Lira) é para ampliar o número de prefeitos – canda um cuidando do seu pedaço.

Não será fácil.

O jogo político-partidário em Alagoas é muito peculiar. É comum o prefeito ou vereador pedir votos para candidato de outros partidos, independente da questão ideológica,

Embora adversários, Arthur e Renan ‘compartilham’ apoios mutuamente – independente de legenda.

Nas eleições de 2018, por exemplo, o deputado federal do PP recebeu o apoio de 42 prefeitos (muitos deles filiados ao MDB).

Já o senador do MDB teve o apoio de quase 100% dos prefeitos – entre eles todos (ou quase) do PP.

Ampliar o número de prefeitos terá um efeito muito mais didático do que prático. Serve como demonstração de força, como ‘demarcação’ de espaço ou coisa do tipo.

É importante ressaltar, no entanto, que em política demonstrar força e demarcar espaço também pode ter um forte efeito político.

O dono do ‘time’ mais forte tem preferência na indicação de nomes majoritários ou prevalece na composição da chapa proporcional nas eleições estaduais.

E é nesse embalo que o MDB e o PP estão travando uma verdadeira batalha – ainda ‘silenciosa’ – desde já em Alagoas.

As ‘escolhas’ já começaram. Na maioria das cidades, aliados começam a definir seus partidos. Alguns, a exemplo do grupo dos Pereira, terão nomes disputando pelas duas legendas, mesma situação de vários deputados estaduais e até federais.

A coexistência na mesma base, nem sempre ‘pacífica, deve continuar assim pelos próximos meses O clima só vai esquentar mesmo a partir de abril, quando termina o prazo para filiação para os candidatos.

Até lá, MDB e PP vão para o embate, tentando engrossar suas fileiras, não só nos pequenos, mas também nos maiores municípios, inclusive Arapiraca e Maceió.

É bastante provável que estes dois partidos consigam pelo menos manter – se não aumentar – os seus números em Alagoas. Mas terão pela frente batalhas duras. Partidos como PROS, PSD, PL, PT, PSL, PSB, Podemos, DEM, Avante e PDT também estão em busca de ampliar seus espaços. Mas essa é outra história.