Davi Filho aposta no contato direto com o povo e esquece “jogo politico”
   27 de janeiro de 2020   │     15:14  │  1

Um texto ‘anônimo’ que circulou nos últimos dias em alguns grupos de aplicativos revelam a estratégia do deputado estadual Davi Davino Filho (PP) para se tornar prefeito de Maceió: deixar de lado do ‘jogo político’ e falar diretamente com o povo.

Essa regra que cabe em qualquer eleição faz ainda mais sentido no próximo pleito.

Candidato que cai nas graças do ‘povão’ tem tudo para chegar lá. Mas o ‘jogo político’, o peso dos partidos, dos gestores, dos vereadores e dos outros candidatos geralmente influenciam (ou influenciavam) o eleitor na sua decisão.

O cenário hoje, sugere o texto (que chegou até o blog via aplicativo), seria bem diferente: eleitores, descrentes da política e dos políticos tendem a escolher “quem está próximo de si”.

Davi, de acordo com o texto, teria entendido essa mensagem que vem das ruas e deve ir para as urnas

Tanto que o deputado tem apostado nesse ‘contato direto’, sem intermediários. Davi Davino Filho tem uma forte atuação em bairros mais populares de Maceió, especialmente na região de Jacintinho, Feitosa e Ponta da Terra. Nessas e outras regiões da cidade, ele é conhecido por atuar na cultura, esportes e saúde.

Nas últimas semanas, Davi Filho participou de encontros batizados de “Papo com a Gente”. Ele já foi no Jacintinho, no Benedito Bentes e terá pela frente reuniões em outros grandes bairros da capital.

No “Papo com a Gente”, Davi Filho conversa sobre os principais problemas de cada bairro.

A partir desse contato com a população, o deputado planeja lançar sua pré-candidatura a prefeito de Maceió no começo de fevereiro, tenha ou não o apoio de ‘caciques’ ou gestores.

E de acordo com o texto, o deputado deve surgir como o “candidato do povo”, pegando figurões de surpresa, com a sensação “de que deixaram a bola da vez passar.”

Veja o texto

Quem acompanha o cenário eleitoral de Maceió sabe que as peças desse tabuleiro todos os dias se movem, invertem posições, mudando a lógica do jogo. Reis, bispos e peões se encaram, se observam, tentando antecipar as jogadas seguintes, identificar as conexões mais promissoras, porém, cometendo o equívoco de analisar o cenário sob a ótica de quem acredita que é o jogo político que determinará a força de uma candidatura.

Sob essa lógica, candidatos se digladiam na tentativa de obterem apoios de partidos fortes, de gestores no poder que possam favorecê-los com o poder da “máquina” e de alianças para unir a força das legendas, sem se importarem com a coerência. Nesse cenário, conquistar o apoio do Prefeito ou do Governador tem sido colocado como se fosse a “jogada decisiva” e todas as forças parecem se mobilizar para atrair um ou outro – como se fosse a garantia de uma candidatura vencedora.

Parecem que nada aprenderam com as últimas eleições presidenciais, na qual se apostou que o jogo seria vencido no campo político e o que se provou é que, na verdade, os eleitores, descrentes da política, analisam as peças do tabuleiro com uma lente totalmente diferente: o de quem está próximo de si e pode faze-los acreditar que suas necessidades reais serão levadas em consideração.

A sensação que se tem é que desprendem uma energia exagerada na construção dessas jogadas político-partidárias – esquecendo que quem dá o apito final do jogo, queiram eles ou não, é o povo – que se simpatiza com um candidato pouco se importará com esses apoios políticos. É assim.

Nesse sentido, parece que para os possíveis candidatos postos em Maceió, acreditam que uma pré-campanha vitoriosa será determinada por vencer a disputa para ser “o candidato” de algum figurão: “Sou candidato de Rui”, “sou o candidato de Renan” – e repito, todos os esforços parecem se dirigir quase que exclusivamente pela égide dessa lógica, ignorando que em tempos de rejeição à política, quem define o jogo é quem conseguir se posicionar como o candidato do povo.

Quem parece melhor compreender as novas regras do jogo é o candidato Davi Filho, que tem sido tratado como o “Plano B ou C” dos figurões, mas segue firme apostando tudo na consolidação da sua candidatura a partir do diálogo direto com as pessoas, entendendo que a melhor aliança vem da força popular. Não seria surpresa que nesse jogo louco do xadrez da sucessão municipal, ele desponte como o “candidato do povo” e deixe os reis e bispos com a sensação de que deixaram a bola da vez passar.

COMENTÁRIOS
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  1. José Gonçalves

    Essa tática de “cheirar a povo” em ano de eleição não é nada nova. Esse é chamado novo já mofado. São filhos de caciques que sempre ganham as eleições fazendo cortesia com chapéu alheio,acorrentando a alma dos pobres e miseráveis, e passam o mandato todo invisível. Esse aí, de novo só a cara. As práticas são mais velhas que a posição de andar…papo com a gente…fala sério, quem não conhece é quem compra.

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