“Acho praticamente impossível ser candidato pelo PSL”, revela deputado
   29 de janeiro de 2020   │     15:42  │  0

Na série sobre pré-candidatos a prefeito da capital, conversei por aplicativo com o deputado estadual Cabo Bebeto (PSL). Maceioense, com passagem de 17 anos pela Polícia Militar, o parlamentar é direto nas respostas.

“Eu conheço bem Maceió, conheço as características de cada bairro, eu poderia fazer diferença. Isso é o que me atrai”, aponta Bebeto.

Deputado mais votado na capital, Cabo Bebeto foi uma das surpresas das eleições de 2018. Foram 31.573 votos no Estado (2,11% dos válidos), sendo 22.066 votos em Maceió (5,40%). Na prática, dois a cada três votos sairam de Maceió.

Para ser candidato, no entanto, Bebeto precisa de um partido para chamar de seu. E não deverá ser o PSL, legenda pela qual foi eleito.

Com a saída de Jair Bolsonaro do partido, o deputado só continua filiado por força de lei. Se pudesse sair, já teria saído. Agora Bebeto trabalha na janela partidária para mudar de legenda, o que pode ocorrer com a criação do Aliança Pelo Brasil, de Jair Bolsonaro.

Na conversa, Bebeto revela que acha praticamente impossível ser candidato pelo PSL. Como respondeu, todas as perguntas, vai aí um “pingue pongue” com o deputado.

Leia a entrevista:
Edivaldo Junior: Como o senhor está se preparando para a eleição em Maceió?

Cabo Bebeto – “Estou trabalhando meu irmão. Nunca fui de me preparar. Sempre fui ativo. Sempre fui participativo nas questões que aparecem naturalmente. A mesma coisa é a campanha. Continuo trabalhando. Não tenho foco em fazer campanha, nem estou direcionando nada pra isso não. O foco é o dia a dia. Vou tentando dar conta e me envolver, tentando colocar pra frente”.

O senhor seria candidato pelo PSL ou trabalharia para que o partido fizesse parte de alguma chapa majoritária?

“Acho praticamente impossível ser candidato pelo PSL. Não tenho me envolvido mais no PSL em nada. Queria poder sair do PSL. Acho muito difícil ser candidato pelo PSL porque o presidente já disse que não apoiaria candidatos do PSL. Isso por si só já me afasta de candidaturas do PSL”.

Existe possibilidade de criação do novo partido (Aliança) há tempo do senhor ser candidato este ano?

“Existe sim a possibilidade de criação do Aliança. A gente está trabalhando para isso. Eu estou fazendo a minha parte pra que isso aconteça, para que dê tempo. Não é fácil. Não é simples, mas é possível sim. Ainda mais a gente vendo o resultado dos outros Estados. Os outros Estados estão fazendo a parte deles. A gente tá realmente indo bem rápido, está sendo bem ágil e eu acredito e espero que dê certo e que ele seja criado este ano e que a gente possa lançar bons candidatos pelo Aliança em Alagoas”

Porque o senhor deseja ser prefeito de Maceió?

“O meu desejo de ser prefeito de Maceió ele passa pela questão do Executivo. A gente enquanto legislador tem várias limitações. E eu sempre gostei das coisas práticas, de poder arregaçar as mangas e fazer a diferença. As vezes o legislador se perde nisso daí de dar o resultado direto ao cidadão. O desejo vem disso aí. É o que e atrai nessa questão de ser prefeito de Maceió. O desejo vem disso aí, de uma coisa que é natural meu, de dizer queria resolver o problema dessa rua, queria melhorar o trânsito. Às vezes tem muitas demandas aqui (na Assembleia Legislativa de Alagoas) que a gente não pode legislar porque é questão municipal. Então atrai bastante, seria isso.”

“Eu que conheço bem Maceió, nasci e me criei aqui, mal viajo, trabalhei minha vida todinha no comércio com meu pai, conheço a realidade do comércio, do comerciante, do ambulante. Trabalhei numa empresa de gás também, numa empresa de refrigerantes, fora 17 anos de polícia. Eu fui taxista, eu rodei Maceió toda, conheço bem Maceió, conheço as características de cada bairro, eu poderia fazer diferença. Isso é o que me atrai”

Será candidato a prefeito ou pode apoiar algum nome já “posto” no atual cenário?

“No geral estou fazendo o que sempre fiz, tentando fazer o que eu posso, os caminhos que eu tenho. Mas a primeira questão de eu ser ou não candidato, o que vai pesar para mim na minha decisão são as pesquisas. Se o nome aparecer bem, se eu ver que realmente tem chance… e não é só porque só quero entrar para ganhar não. Porque campanha é desgastante, campanha é cansativa, ainda mais como eu faço, porque a gente não se envolve em grupos, termina resolvendo tudo no gabinete, termina ficando muita coisa para mim.

Então eu só iria se eu visse uma esperança nisso aí. Se houvesse uma expectativa boa eu iria… iria não, eu vou. Agora lógico, se eu não for candidato certamente eu vou apoiar alguém. Tenho pelo menos dois nomes de pré candidatos que eu simpatizo, que eu não vou revelar, que eu apoiaria sem nenhum problema. Lógico que não são pessoas perfeitas, mas são pessoas que tem uma afinidade comigo e que se eu não for candidato certamente eu apoiarei um desses dois”.