Marcelo Beltrão ‘deixa MDB’ e vai ao TRE para disputar prefeitura de Coruripe
   10 de março de 2020   │     23:04  │  1

É uma ‘crise’ sem precedentes para o MDB de Coruripe e a família Beltrão. E quem vai dar a última palavra na disputa, que envolve nomes conhecidos na política alagoana é a Justiça Eleitoral.

Um processo que tramita no TRE de Alagoas será decisivo para manter ou tirar da disputa à prefeitura do município o deputado estadual Marcelo Beltrão.

Numa reação mais do que esperada, o deputado, que até a semana passada era líder do partido na Assembleia Legislativa de Alagoas, quer reconhecimento de “justa causa” para se desfiliar do MDB.

Marcelo confirma que ‘entregou’ a liderança da bancada, a maior da ALE, com seis deputados (quem passou a responder pela função foi o vice-líder Galba Novais). Ele, no entanto, evita dar maiores detalhes sobre esta e outras decisões após ‘pronunciamento’ da Justiça Eleitoral.

A ‘história’ não é nova. Primos, o deputado federal Marx Beltrão (PSD) e Marcelo Beltrão (MDB) não conseguiram um entendimento sobre espaços políticos na região sul de Alagoas. O começo de tudo foi em 2018, quando a se dividiu entre dois candidatos a estadual. Além de Marcelo, o outro também eleito foi Yvan Beltrão (PSD).

Agora, Marcelo que é irmão do prefeito de Penedo, Marcius Beltrão (PDT), quer ser candidato a prefeito de Coruripe nas eleições deste ano.

O prefeito do município é Joaquim Beltrão (MDB), pai de Yvan Beltrão, que apoia a pré-candidatura de Maykon Beltrão (MDB), que é irmão de Marx e primo de Marcelo.

Em setembro de 2019, Maykon, que era do PSD, se filiou ao MDB, mesmo partido de Marcelo. Agora só um dos dois poderá ser candidato pelo partido. Eis o motivo do imbróglio.

Marcelo não tem a opção de mudar de legenda. Se deixar o MDB corre risco de perder o mandato de deputado estadual.

Por isso foi ao TRE, alegando que legenda do MDB seria assegurada de ‘forma cartorial’ para o primo Maykon  pediu o reconhecimento de “Justa Causa”.

Se aceita a tese, ele poderá se filiar a outro partido para concorrer a prefeito. Se o TRE não aceitar a ‘petição’, Marcelo fica no MDB até a próxima janela partidária. No caso dele, será em março de 2022.

Uma questão de tempo

Para Marcelo é uma questão de tempo. Literalmente. Se o TRE julgar sua petição até 4 de abril e for favorável, ele poderá se habilitar a disputar a prefeitura por outro partido. Depois disso pode até ser liberado do MDB, mas não terá mais prazo para disputar a prefeitura.

A crise

Dois documentos do MDB figuram no processo. Um do secretário-geral do partido, Ricardo Nascimento Santa Ritta e outro do presidente do diretório estadual, senador Renan Calheiros. No primeiro, Ricardo informa que a decisão será ‘cartorial’, no outro, Renan nega qualquer preferência partidária e classifica a declaração do secretário-geral como “falsa assertiva”.

O processo (uma petição eletrônica) está agora em segredo de justiça. Mas a petição foi publicada pelo jornalista Wadson Régis.

Em documento oficial do MDB, Renan Calheiros esclarece que Santa Ritta não tem atribuição responder a consulta e que não houve deliberação antecipada a favor de qualquer nome.

Veja qui a petição

No link a seguir é possível acessar a petição: PETIÇÃO

 

COMENTÁRIOS
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  1. Carlos

    São tantos Beltrão , candidatos em Coruripe, a prefeitura e câmera e vereadores, que já se questiona será que só existe uma família Beltrão?

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