Indústria pode fazer demissão em massa se não voltar a funcionar em AL
   26 de março de 2020   │     23:38  │  2

Menos de uma semana depois do Decreto nº. 69.501, que proibiu o funcionamento de empresas em Alagoas – salvo as que trabalham com itens considerados essenciais, a exemplo de alimentos e remédios – as notícias sobre demissões começam a circular “com força” por todo o Estado.

A indústria de transformação de Alagoas corre risco de ‘quebrar’ se continuar impedida de funcionar por mais tempo, em função do Decreto de Emergência, que só liberou o funcionamento de serviços essenciais durante a pandemia do novo coronavírus.

O alerta é do presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA). José Carlos Lyra de Andrade diz que existe risco de demissão em massa no setor, se as empresas não forem autorizadas a voltar a funcionar no Estado.

No Estado, o setor é responsável pela geração de mais de 70 mil empregos diretos – quase 20% da força de trabalho do Estado. Já a indústria da construção civil responde por cer de outros 20 mil empregos em Alagoas.

O presidente da Fiea, diz que reconhece a importância do isolamento social imposto pelo Decreto nº. 69.501, do governo estadual, que estabelece medidas para o enfrentamento da emergência de saúde pública provocada pelo novo coronavírus.

José Carlos Lyra, adverte, no entanto, “que o excessivo rigor acabe provocando danos sociais de efeito incalculável”. Lyra teme que a inatividade do setor produtivo tenha como maior consequência um abalo severo nas finanças das empresas, obrigando-as a adotar medidas drásticas de contenção de despesas após o longo período de máquinas paradas. “Não podemos fechar tudo. Há que se permitir o funcionamento das indústrias, assegurando que seus trabalhadores estejam protegidos”, defendeu.

Sem a retomada da produção, “o remédio será pior que a doença”, adverte o presidente da Fiea, acrescentando que “que é preciso combater o vírus, sem arruinar a economia e, consequentemente, o país.”

“Temos que pensar agora como ficaremos quando tudo isso passar. Quem vai pagar a conta do desemprego provocado pelo fechamento de empresas? Ninguém pode ignorar que vai sofrer, como sempre, quem ficará sem trabalho!”, afirma Lyra, ressaltando sua preocupação com medidas extremadas no combate ao coronavírus.

Em Alagoas, o possível aumento das taxas de desemprego, causado pela suspensão da atividade econômica, “poderá resultar no aumento dos índices de violência, no agravamento da pobreza”, acrescenta.

O que temos que pensar é que as empresas não estão produzindo. Se não produzem não têm receita, e assim não têm como pagar seu pessoal. Não é o que queremos! Portanto, apelamos para que as ações de enfrentamento ao coronavírus não impliquem em prejuízos e riscos à indústria!”, declarou José Carlos Lyra.

Saiba mais:

Temendo desemprego em massa, Lyra pede que indústrias possam funcionar

 

COMENTÁRIOS
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  1. Carlos Frank da Silva

    É o trabalhador esposto ao vírus a transmissão é humano de homem para homem a história não muda sempre o pobre é quem paga o negro,o pardo,o índio sempre sendo esterminado lamentável o sindicato dessas classe nada fazerem em favor dessas classes.

  2. Alagoano

    A situação já é preocupante e ficará CAÓTICA se as empresas permanecerem FECHADAS POR MAIS TEMPO. Sabemos que O VÍRUS ESTÁ CIRCULANDO E SÓ DEUS SABE ATÉ QUANDO, mas o comércio, a indústria, desde o pequeno ao grande empresário, terá dificuldades para cumprir seus compromissos financeiros, principalmente com o PAGAMENTO DOS SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS. Se for às ruas o povo MORRE DE COVID-19, se permanecer em casa, MORRE DE FOME.

    QUE DEUS NOS ACOLHA EM SEU REINO CELESTIAL.

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