Shoppings cobram isonomia e reabertura “Já” em Alagoas
   23 de junho de 2020   │     10:44  │  8

A decisão do governo de Alagoas em prorrogar a ‘quarentena’ até 30 de junho tem motivado reclamações de todo tipo. E de vários setores.

Seja pelo ‘cansaço’, pela repercussão econômica ou porque as autoridades não conseguem mais convencer trabalhadores, empresários e a população de que as medidas na “dosagem” atual são necessárias, existe hoje um nítido movimento de descumprimento do decreto.

Setores que tem dificuldades em descumprir as medidas, por várias razões, estão aumentando a cobrança pela flexibilização da economia.

Federações da Indústria, do Comércio, associação comercial e várias outras entidades têm apresentado argumentos convincentes pró-flexibilização “já”.

As Associações de Lojistas do Maceió Shopping, Parque Maceió, Pátio Maceió é Arapiraca Garden , prepararam um documento com argumentos defendendo a reabertura destes equipamentos já na próxima fase da flexibilização, a laranja, que deve começar a valer a partir de 1o de julho.

Diretor de uma dessas associações, o empresário João Luiz Mascarenhas, tem lojas nos shoppings da capital, e defende “a reabertura segura e controlada em Alagoas”, a exemplo do que aconteceu em outros Estados.

“Saiu o decreto ontem. O governador prorrogou com promessa de que pode abrir em 1o de julho. Essa promessa já tinha sido feita no último decreto. Queremos ter segurança que desta vez vai ser cumprida”, aponta.

No plano do governo, são cinco fases. A atual, vermelha, seguida da laranja, amarela, azul e verde. Aqui, os shoppings estão na etapa amarela. O que os lojistas querem é que o governo coloque os equipamentos na fase laranja, como ocorreu em São Paulo e Recife, por exemplo.

“Se os shoppings ficarem fase amarela vão ter que ficar fechados por mais um decreto ainda. Estamos mostrando que temos um protocolo mais rígido do que o do governo, elaborado pelo Sírio Libanês (hospital de São Paulo), para proteger a população. Quando reabrir, o shopping será muito mais seguro do que a maioria dos outros estabelecimentos”, explica.

João Luiz participou de reunião realizada pelo governo, no último dia 17, para discutir as medidas de isolamento social, num encontro que teve a participação de representantes de quase todos os setores públicos e privados de Alagoas. “No encontro vimos vários relatos de que as pessoas estão indo para o comércio informal, sem segurança nenhuma. Todos disseram nessa reunião, até o MP, que não eram contrários a reabertura. Mas não é abrir de qualquer jeito. Representamos muitas pequenas empresas, pessoas que trabalham nas lojas. A gente também tem medo e vai ter que tomar cuidado”, pondera.

Um forte argumento pela reabertura do shopping, enfatiza Mascarenhas, é a segurança: “As pessoas já estão na rua. O fique em casa não funciona. A gente entende o governador. Mas o governo também precisa saber que podemos ajudar. Permanecemos fechados todo esse tempo. Mas agora, não se protege mais ninguém fechado. É melhor abrir de forma responsável, trazer a população para um ambiente que vai ter o devido cuidado, do que deixar do jeito que está. Melhor ir para o shopping, com todo a segurança, do que no comércio informal, onde existem vários relatos de que os protocolos não são seguidos”, afirma.

Veja o documento

O documento preparado pelas associações traz vários argumentos pró-abertura. Destaco alguns pontos:

Motivos pelos quais o Comércio deve ser aberto em Alagoas:

– Mais de 70% dos Shoppings existentes no território nacional estão abertos (16/06/2020); • Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 411 estabelecimentos desse porte estão abertos e em pleno funcionamento em 16 estados e no Distrito Federal. Isso representa mais de 70% dos shoppings existentes em todo o território nacional –

– Entre os estados onde os centros comerciais estão de portas abertas estão o Amazonas, que tem o maior índice de mortos por coronavírus no Brasil, e São Paulo, com o maior número absoluto de óbitos por covid-19;

– Acre, Alagoas, Amapá, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins são os dez estados nos quais os estabelecimentos permanecem fechados em meio à pandemia (https://congressoemfoco.uol.com.br/saude/em-meio-a-pandemia-brasil-tem-mais-de-400-shopping-centersabertos)

– Shoppings em Alagoas representam em torno de 800 Estabelecimentos comerciais, Cerca de 10mil empregos diretos;

– O que pedimos (abertura da economia e dos Shoppings) já foi adotado pela maioria dos Estados do nosso País!

O comércio formal pode proteger a população:

– Os Shoppings Centers, inclusive, possuem um protocolo sanitário super rígido a seguir, protocolo este de caráter NACIONAL e realizado em parceria com o HOSPITAL SÍRIO LIBÂNES.

– O protocolo é mais rígido que as exigências governamentais. Por ex.: O decreto governamental exige apenas um pano com água sanitária na entrada das lojas, o Shopping terá tapetes sanitizantes, dentre outros.

– Diversos Estados anteciparam a abertura dos Shoppings após receberem este protocolo! • Shoppings são ambientes em que as pessoas circulam de forma organizada, espaçada, com grande amplitude de horário e sem aglomeração.

– As empresas podem fiscalizar o uso de máscaras, álcool em gel, acompanhar a saúde de seus colaboradores, praticar a desinfecção de suas áreas, etc.

ISONOMIA:

– Os supermercados estão funcionando sob a justificativa de serem itens de primeira necessidade, o que, em parte, é verdade.

– Ocorre que vários supermercados estão vendendo itens que as demais empresas estão proibidas de comercializar. Ex.: Roupas, móveis, eletrônicos, brinquedos, etc. Causando uma verdadeira CONCORRÊNCIA DESLEAL.

– Ora, as lojas de roupa quando voltarem a funcionar terão uma série de limitações, como a proibição de provas, e limitação de contato dos clientes com os produtos.

– Enquanto isso as roupas e demais itens estão expostos nos supermercados, com várias pessoas as tocando, uma após as outras, sem a menor preocupação por parte da empresa em sanitizar, expondo toda a população a risco.

COMENTÁRIOS
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  1. Santos

    Vejo a reabertura dos estabelecimentos (que acham que ainda estão fechados, mas não estão), mais difícil de acontecer. Estados que afrouxaram o isolamento social, voltam atrás e já se programam para arroxar as medidas, fechando o que permitiram reabrir e com uma fiscalização mais enérgica em cima da população, inclusive com restrição de circulação de pessoas em determinados horários e multa para quem não usar máscara adequadamente ou ficar em ambientes com aglomeração de pessoas. Desejo que não, mas esse isolamento social só acaba no carnaval de 2021, isso se o povo souber usar sabiamente o título de eleitor.

  2. Antonio

    infelizmente o brasileiro tem uma mentalidade pequena, aonde tem Saúde × Econômia o governo quer priorizar a economia. Caso de Alagoas a pandemia o crescimento do Covid vem crescendo graças a falta de consciência da população. A pandemia em nenhum momento em Alagoas vem baixando os números e o Governo irresponsável quer reabrir os segmentos. Um exemplo claro está sendo Florianópolis, abriu o comércio, houveram números estrondosos de covid e agora está fechando tudo. Aí eu pergunto porquê abriu?
    Vamos ter paciência e exigir o isolamento para depois começar ao poucos as reabertura.

  3. Jonathan filósofo

    Não defendo ideologias partidárias, mas sou de acordo com o isolamento social e defendo por conhecer pessoas próximas que foram vítimas desse vírus lastimável. A culpa do isolamento social não vingar é baseado pela falta de educação das pessoas que são individualistas e gananciosas, na sua maioria só pensam em si próprio e são motivadas por uma falsa ideia de que o vírus é apenas uma gripizinha de inverno que logo passará. Tomara que passe é verdade, mas de gripizinha não tem nada. Insisto em dizer se o povo ficasse em suas casas e o governo em nível municipal, estadual e federal fizessem sua parte educando o povo, aliviando os gastos familiares daqueles que estão em casa como por exemplo, pagando a conta de água, luz e telefone enquanto durar a Pandemia e distribuindo cestas básicas para aqueles que perderam o emprego e ajudassem uma renda como já fazem no caso do auxílio emergencial. Tenho toda certeza que os impactos seriam menores e nem precisaria esse tempo todo de isolamento social. Mas o que vejo são pessoas aglomeradas nas ruas, não usam máscaras na sua maioria. Estive em uma feira livre no Conjunto Village Campestre e fiquei horrorizado com a falta de disciplina das pessoas. Além desse lamentável comportamento outras ficam bebendo nas portas de casa como se não estivesse acontecendo nada. Os donos dos shoppings não estão com peninha dos trabalhadores, o que eles querem é dinheiro, independente se o povo irá ou não contrair o Covid-19. Mesmo que eles disponibilize equipamentos como álcool 70 ou máscaras as pessoas não iriam respeitar umas as outras na maioria, temos exemplos claros em alguns Estados que foi permitido a abertura de shoppings. Só Deus para nos abençoar e tomar consciência que tudo isso passe logo. Deve ser reaberto, mas não agora. O vírus ainda está a solta. Somos um Estado pobre e se o índice de infectados aumentarem será tempos imprevisíveis.

    1. Roberto Silva

      1) O setor empresarial vem pagando a conta desde o início do isolamento. Quanto que o estado está pagando dessa conta? Zero! O governo federal recompôs seu caixa para manter um contingente de pessoas que operam uma máquina pública ineficiente e cara. Ao que me consta todos os servidores públicos continuam recebendo seus salários e, um boa parte, está em casa sob o pretexto do isolamento (o que não é uma verdade plena).

      2) Quem tem estabilidade – ser servidor público – em uma máquina pública ineficiente (em parte fruto desses que a compõe) tá pouco preocupado se o isolamento vai acabar amanhã ou daqui a 2 semanas/meses/anos. Aqui vale para todos do executivo, legislativo e judiciário.

      Então essa afirmação, sarcástica, de que empresários “querem é dinheiro, independente se o povo irá ou não contrair o Covid-19” é típico de quem desconhece o que é ser empresário. Queria ver se você ficasse sem renda, a sua afirmação seria a mesma? É claro que não! Ou você tem grana para gastar, ou faz parte do dromedário que é o setor público.

  4. Francisco

    O governo do estado perdeu a credibilidade quando liberou setores por amizade, está totalmente perdido e prejudicando os setores que não são “Amigos do Rei”. Se vai fazer isolamento tem que fechar tudo… Desde quando loja de veículos e plantas são essenciais?

  5. Julius Robert Hoppenheimer

    OBS:

    “Infelizmente passamos de 50 mil mortes pelo Covid-19. A economia diminui seu ritmo de crescimento e a política de isolamento não impediu a explosão de mortos. Portanto, conclui-se que os governadores, prefeitos, mídia e stf – não sabem sair da armadilha que criaram ao decretar quarentena – fracassaram??? BOLSONARO TINHA RAZÃO!!!”

    É ou não é, Divaldo…

    4000% BOLSONARO!!!
    👉🇧🇷👉🇧🇷👉🇧🇷👉🇧🇷👉🇧🇷👉🙏

  6. Nelson

    Já disse e vou repetir ! Quando a bomba estourar, as autoridades Alagoanas dirão que a culpa é do Bolsonaro, e pronto… afinal a Grande Mídia é peça importante nesse jogo e berrára aos quatro cantos de Alagoas que o Presidente e seu Ministro Paulo Guedes quebraram os Shoppings do nosso Estado.

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