Empresas apresentam ofertas para compra da Petrobras em Alagoas
   29 de julho de 2020   │     23:33  │  1

Em comunicado ao mercado, ontem, a Petrobras informa “o início da fase não-vinculante referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas (Polo Alagoas) localizadas no estado de Alagoas.”

Na prática, a fase não vinculante significa o início do recebimento de ofertas não formais pela aquisição das unidades colocadas à venda.

Em outras palavras, tem grupos interessados na compra dos ativos da empresa no Estado. Após a venda, a Petrobras desativará todas as suas operações em Alagoas.

O processo de venda dos ativos da Petrobras no Estado foi iniciado no dia 17 de junho deste ano. A empresa espera vender não só os poços, mas também suas unidades de processamento, gasoduto e oleodutos existentes no Estado.

A empresa não deu maiores detalhes, mas deixa claro que existem interessados no negócio que deve ser bilionário: “Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não-vinculantes”, diz em comunicado.

A empresa informa, ainda que “essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”.

Prata da casa

Entre os interessados no negócio, está uma empresa criada pela prefeitura de Pilar, que foi habilitada. Mas não dá para saber mais que isso. Todos as empresas assinaram termo de confidencialidade.

O prefeito de Pilar acompanha com interesse o futuro da operação da Petrobras nem Alagoas. Afinal, a empresa é hoje a maior fonte de arrecadação do município, onde está sediada a sua unidade de processamento.

Sobre o Polo

O Polo Petrobras Alagoas compreende sete concessões de produção de petróleo e gás campos e suas instalações de produção. Está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia, e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.

Veja o comunicado da companhia

Petrobras inicia fase não-vinculante de ativos de E&P em Alagoas

Rio de Janeiro, 29 de julho de 2020 – A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 17/06/20, informa o início da fase não-vinculante referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas (Polo Alagoas) localizadas no estado de Alagoas.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não-vinculantes.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Alagoas

O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), todas localizadas no estado de Alagoas. O campo de Paru está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos são terrestres.

Em 2019, a produção média do polo foi de 2,35 mil bpd de óleo e condensado e de 856 mil m³/d de gás gerando 1.010 bpd de LGN (líquidos de gás natural).

Além dos campos e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de

Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia, e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.

COMENTÁRIOS
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  1. Antonio Braga Oliveira

    Para quem tá em campanha a 8 anos é muito pouco para JHC esses 21% pq é muito difícil ele decolar mais que isso, agora que a campanha pega de verdade e as coisas vão surgindo a tendência é baixar ou estabilizar. quem tende a crescer é Davino Filho e Gaspar e poderá ultrapassa-lo. Olha o que digo!

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