Servidores de AL podem ficar sem aumento durante todo o segundo governo de RF
   20 de agosto de 2020   │     23:11  │  9

A possibilidade de aumento para servidores públicos já era remota na situação atual do país. Agora torna-se praticamente impossível.

Como contrapartida para a aprovação do auxílio financeiro de R$ 120 bilhões a Estados e municípios – em decorrência das dificuldades causadas pela pandemia – qualquer reajuste salarial está proibido para o funcionalismo até o final de 2021.

Ainda existia alguma esperança. O Congresso Nacional poderia derrubaria vetos de Jair Bolsonaro, o permitiria o reajuste para categorias que atuam diretamente na pandemia, a exemplo de professores, médicos, enfermeiros, profissionais de limpeza urbana, agentes funerários, policiais e as Forças Armadas.

Os vetos foram mantidos pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (20), após forte reação do ministro Paulo Guedes (Economia).

Nesse cenário, Renan Filho pode passar todo o período do seu segundo governo sem dar reajuste geral ao funcionalismo.

No primeiro governo, de 2015 a 2018, os servidores ficaram um ano (2016) sem reposição salarial. Agora, no segundo governo, iniciado em 2019, a situação é inversa. Renan Filho poderá dar algum reajuste apenas no último ano de gestão, em 2022.

Como a data base do funcionalismo é maio e existe a possibilidade de que o governador se desincompatibilize do cargo antes disso, a tarefa pode ficar para o seu eventual sucessor – seja Luciano Barbosa ou qualquer um outro.

A expectativa era que o governo, depois de deixar os servidores sem nenhum reajuste em 2019, desse a reposição salarial em 2020. Mas veio a pandemia.

Se o governador Renan Filho não quiser que seu segundo governo seja marcado por reajuste zero para o funcionalismo, a única opção será antecipar a reposição salarial para o começo de 2022.

Até lá, os servidores efetivos e comissionados terão que se contentar com o que ganham hoje.

Mantendo o veto

Para entender melhor a manutenção do veto, recomendo a leitura de algumas reportagens:

Com apoio de Maia, governo reverte derrota e mantém veto a reajuste do funcionalismo

Bolsonaro veta aumento para servidores até o fim de 2021 e sanciona socorro a estados

Senado aprova socorro aos estados e municípios de R$ 120 bilhões com congelamento de salários

 

COMENTÁRIOS
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  1. Servidora

    Sempre estivemos e sempre estaremos aqui. Adoecemos, morremos, curamos e assim segue. Falta de responsabilidade com quem está cara a cara com a doença, se expondo e expondo os seus. Por isso não me iludo com essa história de que somos anjos, super heróis. Esse governo me dá ânsia…

  2. Sandro

    A notícia já era esperada por todo funcionalismo público estadual. Renan Filho é igualzinho ao prefeito Rui Palmeira, não gosta de funcionário público e não precisa de motivação alguma para promover a desgraça da classe. Os funcionários públicos municipais e estaduais precisam tomar “memoriol” para saber votar nas próximas eleições.

  3. Djalma

    Só que o veto não atingiu a todos. Forças armadas, segurança e outros. Enquanto isso o valor dispensado para o ministério da defesa será maior que para a educação. Gostaria de saber como essas contas são feitas.

  4. Cícero Piti

    Eu sou a favor de adicional de internet, ajuda de transporte e plano de saúde para os professores, além de adicional de periculosidade com 100% de gratificação. Além do professor ter direito a isenção em imposto de renda, isenção de impostos estaduais e municipal. Realmente dá pra viver com 1400 reais que o Estado paga.

  5. Lindomar

    No caso de professores com 20h poderia ser ampliada a carga horária, isso não é aumento de salário, vez que o último processo seletivo pra monitor já chegou no seu Ápice, tem monitor que vem renovando o contrato desde 2008, isso é irreal.

  6. RICARDO SANTOS DE VASCONCELOS

    Sem aumento e com desconto abusivo de 14%. É impossível massacrar mais os funcionários públicos da ativa e aposentados.

  7. Observadora

    Perda de 4 anos do Governo Teotônio é já estamos com 2 do Governo Renan, e todo ano os preços são reajustados.

  8. Gilvan Sinésio da Silva

    Por conta disto e com a chegada de mais recursos em 16/08 do FPE, alem dos repasses no mais em 10,20 e 31/08 ele deveria antecipar o pagamento do 13° da 2° faixa , senão todo pelo menos até o teto do Inss dr 6001,00 reais. A 2° faixa também come, fica doente, ou seja também tem dívidas e precisa sobreviver.

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