Com presença de ministro, programa do leite é retomado apenas em 15 cidades de AL
   18 de setembro de 2020   │     17:49  │  0

O programa do leite não morreu em Alagoas, mas ainda está longe de ser o que foi um dia. No governo de Téo Vilela eram 80 mil litros diariamente. Depois de sucessivas crise no governo de Renan Filho, caiu para 50 mil litros dias desde 2018. No começo desde ano, a situação se agravou. A distribuição foi sendo reduzida aos poucos até chegar a zero.

A pausa foi apontada como necessária para “rearrumar a casa”. Nesse meio tempo a Secretaria de Agricultura do Estado, que toca a ação em convênio com o Ministério da Cidadania, fez o lançamento de novo sistema de gerenciamento do programa do leite .

Mais importante do que o sistema, avalia o secretário de Agricultura, João Lessa Neto, será garantir a regularidade dos pagamentos aos produtores. Esse, aliás foi o problema que provocou a “parada técnica”.

O atraso nos pagamentos aos agricultores, equivalente a quase cinco meses, soma cerca de R$ 10 milhões, que terão de ser pagos pelo Estado. O novo convênio com o Ministério da Cidadania contempla  recursos para o futuro (serão R$ 25 milhões, sendo R$ 19,5 mi da União e R$ 5,5 mi do Estado), mas não o passado. O que ficou para trás será pago com recursos do Fecoep (os pagamentos já começaram, segundo Lessa Neto).

“O mais importante é que a partir de agora, garantimos a regularidade. O leite entregue em setembro, será pago no começo de outubro”, assegura o titular da Seagri.

O convênio com o Ministério da Cidadania garante a distribuição do leite até março. A bancada federal e o governo do Estado tem até lá para conseguir um aditivo que evite uma nova interrupção.

Em meio ao lançamento do novo sistema e a liberação dos pagamentos, a retomada do programa tem sido lenta – nada diferente do previsto. A primeira entrega, desde junho, ocorreu na semana passada (dia 9), em Coruripe. Até ontem, segundo a Seagri, o leite estava sendo distribuído em 15 cidades.

Segundo a Seagri, a distribuição do leite já foi realizada nos municípios de Coruripe, Jequiá da Praia, Feliz Deserto, Igreja Nova, Junqueiro, Penedo, Piaçabuçu, São Sebastião, Teotônio Vilela, Canapi, Inhapi, Olho D’água do Casado, Piranhas, Capela e Cajueiro.

A expectativa de Lessa aumentar a distribuição, dia após dia, até chegar ao que foi um dia – nos 102 municípios. E quem sabe, não volte aos bons tempos de 80 mil litros. Mas essa é outra história.

E o ministro?

Onix Lorenzoni veio a Alagoas, nessa quinta-feira (17) para lançar vários programas, inclusive para assegurar os repasses dos programa do leite. Um programa que foi apresentando como referência de inclusão social e produtiva. E de fato é.

A vinda do ministro da Cidadania a AL, o primeiro a vir ao Estado para liberar recursos para o programa, renova a esperança dos produtores. É uma garantia de que o programa vai sim continuar, com Jair Bolsonaro e Renan Filho (mesmo em lados diferentes), atuando como estadistas.

Presidentes de cooperativas que atuam no programa do leite, a exemplo da Pindorama (Klécio Santos), Coopaz (Thiago Silva) e CPLA (aldemar Monteiro) foram ao evento. E saíram de lá, depois das fotos com Lorenzoni, animados.

Se o “ânimo” contagiar os agricultores familiares, responsáveis pela produção do leite, a entrega deve ser regularizada rapidamente nos outros 87 municípios.

Versão oficial

(veja texto da assessoria da CPLA)

Presidente da CPLA reforça ação de Lorenzoni na valorização da agricultura familiar

“Valorizando quem produz e cuidando das pessoas”, foi com essa frase que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, definiu a solenidade, realizada nesta quinta-feira, 17, para a assinatura do termo de autorização para a liberação de recursos do Governo Federal para programas assistenciais em Alagoas.

Ao lado de dirigentes das associações de produtores rurais, o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, participou, do evento que destina recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Alimentos), contemplando o Programa do Leite.

Dos R$ 44,6 milhões destinados ao PAA em Alagoas, R$ 24,6 milhões garantirão a execução do Programa do Leite até março de 2021, beneficiando 80 mil famílias em vulnerabilidade social e carência nutricional, além de 2.500 produtores de leite que fazem parte do programa no Estado. Deste montante, o Governo do Estado entra com uma contrapartida de R$ 5,2 milhões.

“Aqui em Alagoas, o ministro Lorenzoni mostrou que, realmente, o Programa do Leite, assim como todos os PAA, são importantes para a agricultura familiar. Isso nos deixa mais confiante. Ele trouxe a boa notícia de conseguiu recursos para Alagoas e para o PAA Leite. Como cooperativa ficamos felizes por ser um mecanismo muito fácil para favorecer o agricultor familiar, fazendo com eles estejam envolvidos neste processo da comercialização do leite. Espero que até o próximo ano não ocorra nenhum problema e que possamos ter a continuidade do programa que é tão importante aqui no nosso Estado”, afirmou o presidente da CPLA.

Monteiro lembrou ainda o anúncio feito pelo ministro do Governo Bolsonaro no que diz respeito ao aumento do valor pago pelo litro do leite no programa em Alagoas. “Já que as commodities, principalmente milho e soja, tem tido aumento assim como o custo de produção, ele nos deu a notícia de que o preço do leite será reajustado. Isso é uma informação boa”, reforçou.

Em Alagoas, a sugestão dada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o preço do leite seja reajustado para R$ 1,70. Atualmente, o litro é comercializado a R$ 1,28. “O programa do leite utiliza o preço mínimo que é praticado no Estado. O reajuste já é um ganho para o produtor”, reforçou Monteiro, lembrando que a CPLA esteve reunida com os pequenos produtores e empresários para que a retomada no fornecimento de leite ocorra de forma gradativa. “Tanto os produtores, quanto os laticínios precisam de um tempo para essa retomada. Mas, este mês, já voltamos com a entrega do leite em alguns municípios do Estado”, finalizou.