Safra de cana-de-açúcar deve crescer 6,4% em AL
   15 de outubro de 2020   │     18:47  │  0

Em plena moagem, as usinas de Alagoas devem processar cerca de 18,05 milhões de toneladas até o final da safra de cana-de-açúcar 20/21. O volume de produção, que ainda depende das chuvas de verão, se confirmado representará crescimento de 6,4% na comparação com o ciclo anterior , quando foram esmagadas 16,97 milhões de toneladas de cana.

Mesmo com crescimento em relação a 18/19, a  safra anterior teve produção menor que o esperado em função da escassez de chuvas entre setembro de 2019 e janeiro de 2020. Este ano as chuvas tem ficado até o momento dentro das médias históricas, o que aponta para a estimativa de crescimento na produção agrícola.

“Não podemos assegurar nenhuma situação, quando se trata de clima. Mas, podemos torcer e deslumbrar mais uma safra maior neste ciclo de quatro anos que perseguimos uma recuperação agrícola da cana-de-açúcar no Estado de Alagoas”, afirmou Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

De acordo com Nogueira a safra, mantidas as previsões iniciais, deve ficar  “ao redor de 18 milhões de toneladas de cana. O que se afigurará como uma sustentação de um crescimento lento, mas vigoroso diante do que sofremos nos últimos três anos”, aponta.

Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, diante deste cenário, empresários do setor sucroenergético alagoano e fornecedores de cana do Estados estão otimistas. “Há esperança de que vamos conquistar uma safra maior e, com isso, faremos a solidez percorrida para o setor e para o Estado de Alagoas”, finalizou.

A safra 20/21, que teve início na segunda quinzena de agosto, conta com 15 unidades produtoras em pleno funcionamento, gerando mais de 80 mil empregos diretos na indústria e no campo. A expectativa é que a moagem seja realizada até março ou abril de 2021.

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar-AL, aposta em crescimento na safra de cana 20/21 em Alagoas

Santo Antônio aposta em aumento da produtividade

Com quase um mês e meio de moagem, a usina Santo Antônio, é uma das 15 usinas que estão em moagem em Alagoas. Localizada no município de São Luiz do Quitunde, a indústria tem até o momento produtividade média de 66 toneladas de cana por hectare, mas trabalha com a expectativa de ampliação deste número.

“Tivemos de setembro de 2019 a janeiro deste ano, uma baixa precipitação pluviométrica, que    influenciou muito na cana do início dessa safra. Foram apenas 118 milímetros (mm) de chuva neste período, o terceiro pior ano da história de 45 anos que medimos a precipitação pluviométrica. Este cenário, prejudicou bastante o canavial que a gente vem colhendo agora no início e a produtividade não está sendo tão boa”, diz Maranhão.

Apesar das dificuldades, Maranhão informou que nas áreas de cana de meio e final de safra têm apresentado resultados mais positivos. “Também vamos começar a entrar em áreas de várzea que têm uma produtividade mais alta e a gente tem a expectativa, contando com um verão normal ou talvez até chuvoso, fechar a safra com uma produtividade 70 toneladas por hectare”, estima.

O superintendente agrícola afirmou ainda que as chuvas que vêm caindo com maior regularidade vêm contribuindo para um cenário mais positivo para o canavial este ano.

“Ela vem ajudando bastante. Essa chuva do verão, principalmente para quem não tem irrigação, é muito importante. Mas, elas vêm diminuindo com o passar dos anos. Com isso, já começamos a investir em irrigação para oferecer melhores condições para que a cana possa se desenvolver sem depender dessa chuva”, destacou Maranhão.

A Santo Antônio, em conjunto com a unidade Usina Camaragibe, que pertence ao mesmo grupo, deve processar, neste ciclo 20/21, 2,75 milhões de toneladas de cana, o mesmo volume de cana da safra passada..