Davi Filho vai processar JHC por calúnia e difamação
   13 de novembro de 2020   │     18:34  │  3

Candidato a prefeito de Maceió pelo Progressista, o deputado estadual Davi Davino Filho vai processar o deputado federal JHC (PSB) por calúnia, injúria e difamação. Se condenado, o também candidato a prefeito de Maceió, pode ficar inelegível até por 8 anos.

A equipe de Davi Davino Filho decidiu processar JHC depois que o candidato do PSB postou em sua conta no Instagram acusação de que o candidato do PP estaria envolvido em “compra de votos”.

JHC aparentemente se referiu a episódio em que foram apreendidos dinheiro e santinhos com um servidor público.

O candidato do Progressista diz que JHC fez acusações sem provas, numa tentativa de tirar proveito eleitoral. “É ato de desespero”, aponta.

Em nota a coligação de Davi Filho diz que o servidor abordado pela polícia não faz parte da sua equipe de campanha.

Veja a nota:

O candidato Davi Davino Filho rechaça qualquer tentativa de vinculação entre sua campanha e o fato ocorrido na noite de ontem, no município de Marechal Deodoro, a partir de abordagem efetuada por uma guarnição da PM/AL. O servidor abordado não faz parte da equipe de campanha, razão pela qual não possui autorização para adotar qualquer atitude em nome da Coligação liderada pelo nosso candidato a prefeito de Maceió.

Karin Koshima – Coordenadora 

O caso

A Polícia Federal informa em nota foi apreendido material e o dinheiro estavam de posse de um cidadão que dirigia um veículo em direção á cidade de Marechal Deodoro na noite dessa quinta-feira (12).

“O veículo foi abordado pela Polícia Militar por estar sendo conduzido de forma suspeita. Diante da suspeita de crime eleitoral, o motorista do veículo abordado foi levado até a Superintendência Regional de Polícia Federal em Alagoas. O dinheiro, os santinhos e os adesivos foram apreendidos, o conduzido ouvido e liberado por não configurar situação de flagrante. Todo material será encaminhado à Justiça Eleitoral que decidirá sobre a abertura de inquérito policial”, diz a nota.

De acordo com o auto de apreensão da PF, foram recolhidos com o servidor R$ 21.157 em espécie, 339 santinhos, um cheque no valor de R$ 15.550 e mais três cheques no valor de R$ 6.505 cada, totalizando R$ 35.065. Também foram apreendidos um computador, um telefone celular, um HD externo e documentos, além de um automóvel.

COMENTÁRIOS
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  1. Tony

    Se for prender e processar todos os candidatos/assessores que andam com dinheiro e propaganda impressa, não fica um só candidato sem ser processado. E flagrante só se for pego pagando a compra do voto, aí vai preso os dois, candidato/assessor e o eleitor. A inteligência do TRE-AL e da POLÍCIA FEDERAL precisam ficar de olho nos carros que param por diversas vezes próximos as Seções Eleitorais, com passageiros eleitores diferentes a cada parada. São veículos de candidatos transportando eleitores e pagando por seus votos. Isso ocorre em todas as eleições e essa não será diferente.

  2. Antônio Magalhães

    Rapaz alguém errou nessa soma. Pelo que esta escrito ai o total exato é de R$ 56.222,00 incluindo o valor em espécie e os cheques.
    Só não entendi porque não configura situação de flagrante, se com o mesmo foi encontrado tudo isso.

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