Qual instituto ganhou a ‘guerra’ das pesquisas em Alagoas?
   17 de novembro de 2020   │     18:22  │  0

Não há um ‘vencedor’ nesta categoria. Na média, os institutos ‘made in Alagoas’ que atuaram no primeiro turno das eleições no Estado conseguiram prever corretamente os resultados.

Mas todos tiveram dificuldades em Maceió. Na capital, dentre as pesquisas registradas, foi o Ibope que antecipou melhor o resultado das urnas. Os institutos locais tiveram dificuldades, mas ficaram dentro da “margem de erro”

Empresas com maior tradição no mercado alagoano, a exemplo do Ibrape e Falpe trabalharam de forma ‘mais discreta’, atuado apenas como instituto de pesquisas. Outras empresas foram um pouco além e participaram diretamente de algumas campanhas.

E no geral, seus resultados não deram muita diferença das urnas.

Da nova safra, dois institutos conseguiram se destacar pelos acertos: Global 3 Soluções & Pesquisas e Data Sensus.

O Global conseguiu acertar, com pesquisas registradas, resultados em várias cidades, com destaque para Olho d’Água das Flores, onde a disputa era acirrada, e Arapiraca que foi marcada pelo direito ou não de Luciano Barbosa ter o nome nas urnas.

O Data Sensus conseguiu prever corretamente os resultados em dois municípios onde a disputa também era bastante acirrada, com três fortes candidatos. Em São Miguel dos Campos, previu a vitória de George Clemente e em Viçosa a vitória de João Victor.

Já o Rf Consultoria & Comunicação (Rosa e Franca Associados LTDA), um instituto que surgiu nas eleições deste ano e teve sua atuação questionada, errou grosseiramente os resultados em Viçosa, Olho d’Água das Flores e várias outras cidades.

Outro instituto da ‘nova safra’, que fez algumas pesquisas de boa qualidade em Maceió foi o MB Pesquisas e Consultoria. A pesquisa não registrada, divulgada no dia 12 de novembro, apontou que JHC e Alfredo passariam para o segundo turno. As diferenças dos outros candidatos ficaram dentro da margem de erro.

O diretor do MB, Marcelo Bastos, também tem se destacado por boas análises do quadro político e eleitoral.

Marketing

Alguns institutos alagoanos vão além da pesquisa e agregam o “marketing” político. Entre estes se destacam Tadeu Lira, da TDL Pesquisas e Eugênio Albuquerque, do Data Sensus. Lira já atuou em várias campanhas com bons resultados.

Nas eleições deste ano, surgiu como “novidade” no processo e conseguiu se destacar como “marqueteiro”, a frente de eleições consideradas acirradas, a exemplo de Viçosa, Paulo Jacinto e Matriz de Camaragibe (de oposição) e Canapi e São Luís do Quitunde (reeleição).

Segundo Eugênio, toda a estratégia foi montada em parceria com o novo Instituto Data Sensus. “O Data Sensus realizou pesquisas de intenção de votos e acertou 100% dos municípios, dentro da margem de erro.”, diz.