PT fez “dever de casa” em Maceió, mas não recomenda voto no segundo turno
   18 de novembro de 2020   │     17:45  │  6

Rachada, a esquerda foi pras urnas em Maceió e voltou com um resultado. Poderia ter sido melhor, se os quatro partidos mais ideológicos tivessem se unido em torno de um só candidato?

Ficaremos em essa resposta. Mas os números apontam que juntos os 4 candidatos a prefeito declaradamente de esquerda tiveram 31 mil votos, pouco mais 8% do total.

O melhor desempenho entre os candidatos a prefeito da esquerda foi de Valéria Correia, do PSOL, com 13.568 votos ou 3,55% dos válidos. Ricardo Barbosa (PT) teve 8.905 votos ou 2,33%; Lenilda Luna (UP) teve 4.875 votos ou 1,28% e Cicero Filho (PC do B) 3427 ou 0,90%.

Do ponto de vista político, o melhor resultado na esquerda em Maceió foi mesmo o do PT, que usou bem o tempo na rádio e na TV e ainda conseguiu eleger um vereador.

Dr. Valmir foi eleito com apenas 1.695 votos, a menor votação entre todos os que conseguiram vaga na Câmara de Vereadores da capital. Chegou lá graças a voto de legenda e aos votos dos demais candidatos do partido.

O PT fez o dever de casa. Fez um vereador na capital, em meio a uma eleição complexa como a deste ano, o que fortalece o partido para 2022 e aponta o caminho para o retorno de sua representação na Assembleia Legislativa.

Apesar do bom resultado, Ricardo Barbosa, que foi o candidato a prefeito do PT em Maceió, avisa que não vai votar em ninguém no segundo turno.

“Pessoalmente não recomendo voto em nenhum dos dois candidatos”, diz ao se referir a Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) e JHC (PSB).

Nenhum dos dois, avalia Barbosa, merece o apoio do partido, em função das relações políticas e ideológicas. “As alianças construídas por eles não são as melhores para nossa cidade, nem para nosso povo”, aponta.

Ricardo, que também é presidente estadual do PT em Alagoas, avisa que a expressão do seu voto, será individual. “Eu não votarei em nenhum deles. E existem várias formas de expressar essa minha decisão”, sobre a possibilidade de abstenção, branco ou nulo.

“A forma como cada um pode expressar sua insatisfação com os dois candidatos é uma escolha pessoal. Mas desde já decidi que não vou escolher nenhum dos dois”, pondera Barbosa.

COMENTÁRIOS
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  1. Sebastião Candido Júnior

    O CANDIDATO DAVI DIVINO SINTETIZOU EM POUCAS PALAVRAS O SENTIMENTO DO ELEITORADO DA CAPITAL, O CANDIDATO DO PODER PÚBLICO SUBMERGIU NAS AGUAS TURVAS NÃO LEVOU A ELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO, ASSIM FICOU DEMONSTRADO, QUE O CANDIDATO QUE REPRESENTA A VERDADEIRA RENOVAÇÃO, SEM NENHUMA DUVIDA E O JOVEM LIBERAL E EMPREENDEDOR JHC.

  2. O DEVER DE CASA DO PT!

    O dever de casa do PT, que ele cumpre com eficiência desde 1º de janeiro de 2015 é servir com grande dedicação aos Calheiros, o que faz ora fazendo base do Governo Mini Mim (MDB), e se calando na mais cruel reforma da previdência do mundo, ora sendo laranjas nas campanhas para a Prefeitura de Maceió!
    É fim de carreira, como falam os mais novos!

  3. O PT NÃO EXISTE EM ALAGOAS!

    O PT não existe em Alagoas, funcionando apenas com laranjas do Senador Renan Calheiros!

    Ricardo Barbosa é vermelho por fora e laranja por dentro!

  4. Antônio Magalhães

    O PT se apequenou, agarrado desde o início do primeiro mandato do Renan Filho, não larga nunca a boquinha. Não tem expressão e nem lideranças , cadê o Paulão, o dep. sumiu do cenário político.

  5. Santos

    A divisão da esquerda favoreceu ao candidato do Governo, Alfredo Gaspar e há quem diga que essa divisão foi uma estratégia do Governo do Estado, que estimulou os Partidos da esquerda que participam da gestão estadual a lançarem candidaturas para tirarem votos de Davi Davino Filho e, principalmente, de JHC. A dupla Renan Filho-Rui Palmeira apostavam na vitória de Alfredo Gaspar no primeiro turno, mas o sonho agora se transformou em pesadelo e veem cada vez mais longe a possibilidade de contar com a máquina administrativa da Prefeitura de Maceió nas eleições de 2022. A má administração de Renan Filho e Rui Palmeira (principalmente no primeiro mandato) e o tratamento dado aos servidores públicos do Estado e do Município de Maceió, credenciam JHC a ser o prefeito de Maceió a partir de 1º de janeiro de 2021.

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