Não fecha nada em AL: governo muda estratégia no combate a Covid-19
   15 de dezembro de 2020   │     22:26  │  0

Nos últimos dias a preocupação com a chegada de uma “segunda onda” de contaminação pelo novo coronavírus tem levado diversos países a endurecer as medidas de enfrentamento da Covid-19. No Brasil, alguns Estados passaram a aumentar a restrição de funcionamento dos setores do comércio e serviços, a exemplo de São Paulo, que retrocedeu para a fase amarela.

Em Alagoas, depois de 15 semanas de queda nos números de novos casos e óbitos de Covid-19, os números voltaram a aumentar nas últimas duas semanas. Ante o novo cenário, vários órgãos públicos passaram a suspender o atendimento presencial – TJ, MPT e MP/AL, entre outros.

Os números de novos casos confirmados justificam a preocupação. Saltaram de menos de 100 por dia em outubro, para média de 130 em novembro e esta semana chegaram ao patamar de 300.O número de óbitos no período de uma semana também dobrou, aumento de uma média entre 12 e 14 para algo entre 26 e 30.

Apesar do aumento de novos casos confirmados, o governo de Alagoas não pretende fechar mais nada. A estratégia de enfrentamento da Covid-19 mudou. O governador Renan Filho deve fazer um pronunciamento, nesta quarta (16) ou quinta-feira (17) para comunicar o aumento de casos. O objetivo é “alertar” as pessoas para que mantenham os cuidados, especialmente no uso de máscaras e no distanciamento social.

O governo também vai apertar um pouco a fiscalização para verificar se estabelecimentos públicos e privados estão seguindo os protocolos e mantendo as regras de distanciamento social.

O setor privado é considerado importante pelo Estado para conter uma nova onda de Covid-19 em Alagoas. E nesses caso, a estratégia será pedir a colaboração dos empresários e, ao invés de fechar qualquer setor, ampliar os horários de funcionamento – inclusive do comércio.

Aconselhados por técnicos e especialistas, Renan Filho decidiu mudar a estratégia. Ao ampliar o horário de funcionamento das empresas, espera reduzir a aglomeração em lojas, bares, restaurantes ou salões de beleza. Além disso, tanto o governador quanto o secretário de Saúde, Alexandre Ayres, sabem que o alagoano cansou – literalmente – do isolamento social.

A ideia agora é conviver a com a realidade e apelar para a consciência, especialmente a faixa de pessoas entre 20 e 29. Neste momento os mais jovens estão se contaminando mais. Mesmo que tenham maior resistência ao vírus, essas pessoas podem levar o “inimigo” para dentro de casa, contaminando pessoas mais velhas ou com algum tipo de comorbidade.

De resto, segue tudo como antes na fase azul – incluindo a realização de eventos com até 300 pessoas. A liberação de eventos maiores, retorno de teatros, cinemas e escolas, além de outros serviços deve acontecer em janeiro de 2021. Isso se a segunda onda não chegar por aqui. Mas essa é outra história.