Crise na coleta do lixo em Maceió aponta risco do “menor preço” em licitação
   21 de janeiro de 2021   │     18:07  │  2

A suspensão da coleta do lixo é um problema grave – ainda mais em tempos de pandemia. Os problemas enfrentados pela Via Ambiental, responsável pelo serviço na parte alta de Maceió, tendem a se agravar nos próximos dias.

Os trabalhadores da empresa voltaram a protestar nesta quinta-feira (21). São dois meses salários atrasados. Eles também cobram vale saúde e ticket-alimentação, além de denunciar a demissão de 20 colaboradores.

A empresa culpa a prefeitura de Maceió pelo atraso no pagamento dos serviços de coleta, que não seriam feitos desde novembro. A atual gestão culpa a anterior e informa que o pagamento já foi repassado para a Via Ambiental.

A crise na coleta do lixo, já verificada em licitações anteriores, aponta para o risco de processos licitatórios que são decididos principalmente com base no “menor preço”.

Segundo empresários do setor, empresas que baixam demais os preços para vencer a licitação correm o risco de não conseguir cumprir com suas obrigações. É o que ocorre agora. E quem paga a conta é o cidadão.

Do ponto de vista contratual, a prefeitura tem até 90 dias para pagar pelo serviço. Nesse momento não haveria, tecnicamente, atraso. Como o prefeito JHC pagou o valor de novembro, o valor de dezembro, faturado em janeiro, deve ser feito até o final do mês.

A capacidade de pagamento das empresas também deve ser avaliada, segundo técnicos da prefeitura, nas licitações. Do contrário, pode ocorrer problemas como o da Via Ambiental, que além de atrasar salários trabalhadores também não está pagando fornecedores, o que pode levar a empresa a insolvência em casos de atraso do pagamento, como o que ocorreu no momento da transição da gestão de Rui Palmeira para JHC.

As falhas da Via Ambiental podem levar ao descredenciamento e a contração da segunda colocada para a prestação da coleta de lixo da parte alta da cidade (LOTE II). Mas nesse caso será preciso levar em conta a capacidade da empresa, para que não se repitam as mesmas falhas.

Outro ponto a ser observado é que a Naturalle responsável pelo Lote I (parte baixa de Maceió) mantém a coleta, com todo o pagamento dos trabalhadores em dia. Se essa empresa enfrentasse as mesmas dificuldades da Via Ambiental, a coleta também seria suspensa em bairros como Pajuçara e Ponta Verde, com enormes prejuízos para uma das principais atividades econômicas de Maceió – o turismo.

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COMENTÁRIOS
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  1. Edmá Jucá

    A maioria do povo da capital não se responsabiliza minimamente na própria educação, seleção, reciclagem e destino correto do próprio lixo que produz. Jogam móveis usados e entulhos em rios, riachos e praias. Sujam a cidade inteira e acham lindo jogar tudo no meio da rua…você vai andando como pedestre e pode ser acertado por lixo que os motoristas jogam pela janela…vai de garrafinha de água até cascas de frutas e sacolas, etc.Tá na hora de pensarmos e construirmos juntos uma nova política ambiental e chamar todos pra o debate e pra responsabilidade….eu defendo que haja uma interlocução com a câmara de vereadores e com todos os empresários, indústria etc. Todos devem fazer sua parte. E vamos encontrar uma solução segura pra próxima década! Maceió pode se tornar uma capital referência nesse assunto. Só depende dos moradores. É preciso uma fiscalização e cobrança de multas dos comerciantes do centro que não fazem coleta seletiva e precisamos aumentar o número de cooperativas pra gerar receita com o que se chama de e pode ser perfeitamente reciclado. Vamos todos dar as mãos e fazer a nossa parte? A Jucá assessoria política está pronta para este desafio!

  2. De Olho Aberto!

    LIXO e ILUMINAÇÃO PÚBLICA são dos graves problemas deixados pela administração Rui Palmeira que precisam de uma atenção especial do prefeito JHC. Por toda Maceió se encontra lixos amontoados e luminárias apagadas. São duas Superintendências que possuem recursos próprios e faturam muito mais do que se gasta, não se justifica tanta ineficiência na prestação dos serviços.

    Durante a campanha eleitoral, o prefeito JHC bateu forte nos problemas de Iluminação e Lixo, mas a euforia da vitória deixou JHC igual a eleitor: SEM MEMÓRIA.

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