Colapso na saúde: risco existe, mas ocupação de leitos estabiliza em AL
   22 de março de 2021   │     23:04  │  0

O aumento de leitos exclusivos para a Covid-19 evitou o pior em Alagoas. Nem filas à espera de vagas em UTIs – como estamos vendo nos estados mais ricos do país, no Sul e Sudeste – nem lockdown.

A fase vermelha, com medidas que permitem o equilíbrio entre a “ciência” e a “economia”, tem sido até o momento suficiente para atravessar a fase mais dura da pandemia por aqui – ao menos por enquanto.

De 1o janeiro até esta segunda-feira, 22 de março, o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) SUS para Covid-19 praticamente dobrou em Alagoas. De 187 UTIs ocupadas por 103 pacientes (55%) para 367 UTIs ocupadas por 313 (85%).

Em igual período, o número total de leitos (incluindo clínicos, UTIs e Unidades Intermediárias, com respiradores) aumentou de 657 (com ocupação de 41%) para 1185 (com ocupação de 68%).

Os números seguem acima do desejável, especialmente na taxa de ocupação dos leitos de UTI, acima dos 80% –  mesmo depois da Secretaria da Saúde de Alagoas ter ampliado a quantidade de leitos na semana passada.

Com uma ocupação tão alta, o risco de colapso da rede de saúde existe, admitem as autoridades.

Mas no momento, o secretário estadual de Saúde Alexandre Ayres avalia que a estabilização na ocupação dos leitos, que tem se mantido nesse patamar nos últimos dias, traz um pouco mais de esperança.

“Existe sempre o risco de colapso, mas estamos estáveis desde o sábado. Espero que seja uma tendência”, aponta.

Em meio ao novo tsunami de Covid-19 que atinge o Brasil, a estabilidade é bem-vinda. O melhor mesmo, vale repetir, é cada um fazer sua parte.

Um pouco mais de isolamento social pode diminuir a velocidade de contágio do vírus, desafogando a rede de saúde e dando mais tempo para a vacina fazer o efeito que esperamos.

Veja aqui o boletim de OCUPAÇÃO DIÁRIA DOS LEITOS EXCLUSIVOS PARA A COVID-19