Marcius Beltrão deve continuar no PDT, mesmo após virar secretário de Renan Filho
   5 de maio de 2021   │     11:17  │  2

O ex-prefeito de Penedo, Marcius Beltrão tem sido reconhecido nos meios políticos por algumas marcas. Uma delas é a filiação ao PDT. Manteve-se no partido, mesmo após o enfraquecimento da legenda em Alagoas.

Bem articulado, considerado pragmático, Marcius emergiu em 2020 como uma das principais lideranças políticas do Estado e mira para 2022, segundo interlocutores, uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Marcius tem entre seus atuais aliados o prefeito de Penedo, Ronaldo Lopes, que foi seu vice durante oito anos e o prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão – seu irmão. Teria se quisesse (dizem as vozes dos bastidores), uma eleição tranquila para deputado estadual.

Na condição de nova liderança regional, Marcius foi confirmado para o primeiro escalão do governo de Renan Filho, após especulações que duraram meses.

Foram várias conversas com o governador e se imaginava que pudesse assumir a Secretaria de Educação (Pasta que um dia deveria ter sido ocupada um dia pelo irmão Marcelo, hoje prefeito de Coruripe).

Nesta quarta-feira, 5, faltando 11 meses para o prazo de desincompatibilização, Marcius assume oficialmente o comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, uma Pasta que ganhou os holofotes após a atuação do secretário Rafael Brito (agora Educação).

A Sedetur-AL tem papel decisivo em áreas estratégicas para a economia do Estado, a exemplo do turismo e exerce papel importante na articulação com o setor produtivo na condução de políticas públicas da “retomada” de atividades, em função das restrições da pandemia.

O que ele vai fazer por lá, em tão pouco tempo? Um interlocutor muito próximo aponta que o novo secretário não vai reinventar a roda. A ideia é manter a máquina funcionando, dando continuidade ao que já vinha sendo tocado e na medida do possível imprimir a sua marca de gestão.

Até aceitar o convite, o novo secretário era considerado uma espécie de coringa da política alagoana. Seu nome aparecia na formação de chapas de federais em diferentes grupos. Era dado como certo no grupo de Arthur Lira (PP-AL). Seu irmão, Marcelo, foi eleito por exemplo pelo PP.

A filiação ao PDT jogaria Marcius numa chapa do grupo de JHC, de quem Ronaldo Lessa (presidente estadual do PDT) é vice-prefeito. E, claro, a composição com o grupo de Renan Filho sempre esteve como opção na mesa.

Ainda assim, Marcius segue no PDT até onde for possível. “Na conversa com o governador não houve nenhum pedido para o Marcius deixar o PDT”, pondera Marcelo Beltrão. “A boa relação com os Calheiros, que ele sempre manteve, nunca dependeu de siglas partidárias”, emenda.

A informação de Marcelo é confirmada por um importante interlocutor palaciano: “o governador não tocou nessa questão partidária”, pondera.

Mas é claro que se espera que Marcius faça parte do grupo nas eleições, o que levará necessariamente a uma troca partidária até abril do próximo ano. Mas essa é outra história.

COMENTÁRIOS
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  1. De Olho Aberto!

    Se o PDT não acompanhar JHC nas eleições de 2022, Ronaldo Lessa será um mero vice-prefeito, sem força alguma dentro da Prefeitura de Maceió e perderá todas os órgãos que comanda, principalmente a SIMA, os ovos de ouro da administração municipal, que arrecada uma fortuna de taxa de iluminação pública e gasta sem controle o dinheiro que arrecada.

  2. JOSE MARIA BARBOSA AVILA

    Caro Edivaldo Júnior, você prestaria uma grande serviço aos servidores aposentados estaduais, se colocasse em sua coluna o desespero desses servidores por ter sido descontado 14% em sua previdência, ainda mais, em plena pandemia. Foi muita maldade por parte do Governo, já que na Reforma da Previdência Federal, o Governador foi um grande crítico, no entanto, fez muito pior em seu Estado. foi o Estado que mais penalizou os aposentados em sua reforma.

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