Nova pesquisa em Maceió tem Davi líder e Rodrigo com maior rejeição
   10 de maio de 2021   │     0:31  │  1

Cada eleição é diferente. Em 2018, Rodrigo Cunha surfou da onda da “nova política” e ganhou para o Senado em Alagoas com votação surpreendente.

Em 2020, a surpresa ficou com deputado estadual Davi Davino Filho, que conseguiu bom desempenho como candidato a prefeito, apostando em renovação, mudança e focando seu discurso nas camadas mais pobres da população de Maceió.

JHC foi eleito prefeito da capital no segundo pregando a mudança com “atitude”.

E Rui Palmeira, que foi prefeito por oito anos deixou a gestão utilizando como marketing sua principal marca, a da “Nova Maceió”.

O que esses quatro tem em comum é o bom desempenho eleitoral na capital. Todos foram bem votados em Maceió para deputado, prefeito ou senador. E todos tiveram bom desempenho na pesquisa para o governo do Instituto MB Pesquisas e Consultoria, que traz dois cenários. Um com e outro sem JHC.

Cenários

O MB perguntou: “Em quem o Sr(a). vota para GOVERNADOR de Alagoas dessas opções?”

No primeiro cenário para o governo, os resultados foram os seguintes: JHC tem 27%, Davi Davino Filho (19%), Rui Palmeira (15%); Alexandre Ayres (9%), Antônio Albuquerque (2%) e Renato Filho (1%).

A taxa de indecisos foi de 8%, de pessoas que disseram que votariam, em branco ou nulo, de 19%.

No segundo cenário para o governo, os resultados foram os seguintes: Davi Davino Filho lidera com 26%, com Rodrigo Cunha em segundo com 21%, seguidos de Rui Palmeira (13%); Alexandre Ayres (11%), Antônio Albuquerque (1%) e Renato Filho (1%).

A taxa de indecisos foi de 7%, de pessoas que disseram que votariam, em branco ou nulo, de 20%.

Rejeição

O MB perguntou: “Em quem o Sr(a). NÃO vota para GOVERNADOR de Alagoas dessas opções?”.

No primeiro cenário, Rui Palmeira tem maior rejeição, com 21%, seguido de Antônio Albuquerque (17%), Davi Davino Filho (14%), JHC (12%), Alexandre Ayres (8%), Renato Filho (5%), Não sabe/Não opinou (23%).

No segundo cenário quem lidera a rejeição, com 23% é o senador Rodrigo Cunha, seguido de Antônio Albuquerque (21%), Davi Davino Filho (17%), Alexandre Ayres (13%), Renato Filho (9%), Não sabe/Não opinou (17%)

Pesquisa

O MB Pesquisas e Consultoria fez o com os critérios oficiais levantamento na quinta-feira (06), ouvindo 800 eleitores com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre o resultado.

Foram ouvidos eleitores de 32 comunidades da capital: Antares, Barro Duro, Benedito Bentes, Bom Parto, Canaã, Chã da Jaqueira, Chã de Bebedouro, Cidade Universitária, Clima Bom, Farol, Feitosa, Gruta, Ipioca, Jacintinho, Jardim Petrópolis, Jatiúca, Levada, Ouro Preto, Pajuçara, Pinheiro, Poço, Ponta Grossa, Ponta Verde, Ponta da Terra, Prado, Santa Amélia, Santa Lúcia, Santos Dumont, Serraria, Tabuleiro dos Martins, Trapiche e Vergel.

Análise

O “recall” – a lembrança – das campanhas anteriores (principalmente de 2018 e 2020) continua povoando a cabeça do eleitor, com promessa de repercussão nas urnas em 2022.

Em resumo essa é a “leitura” que pode ser feita da nova pesquisa sobre intenção de voto para governador feita pelo MB Pesquisas e Consultoria – instituto que leva a assinatura do analista político e eleitoral Marcelo Bastos.

“A pesquisa que realizamos mostra uma coisa importante, quando a gente apresenta os nomes na estimulada, ainda reflete muito as eleições municipais de 2020. É tanto que quando se coloca o nome de JHC ele aparece em primeiro e em segundo aparece o Davi Davino, que na eleição passada quase ia para o segundo turno. Então ainda está muito marcante o nome do Davi Davino e pela consagração do JHC que teve nas urnas”, aponta Bastos.

“Temos outros nomes que aparecem no primeiro cenário, é o caso do Rui Palmeira que foi prefeito e está muito na memória do eleitorado e o Rui tem um eleitorado cativo em Maceió. Isso não é nenhuma novidade.”, afirma.

“O Alexandre Ayres, pelo problema da pandemia, está tendo muita visibilidade na imprensa e isso faz muita diferença. É um dos nomes que o governador pensa em lançar, é um jovem, é uma novidade não podemos desconsiderar o nom do secretário que está muito em evidência.

Os outros praticamente não aparecem nesse cenário”, explica Marcelo.

Avaliando o cenário 2

No segundo cenário, quando se tira JHC e se coloca Rodrigo Cunha, o Davi Davino Filho vai, aponta Marcelo, para primeiro e o Rodrigo Cunha fica em segundo, mas em situação boa.

“O Rodrigo Cunha está com mandato ainda sem atuação marcante, criando até uma frustração para o eleitor que votou nele, porque teve uma consagração nas urnas, então criou-se uma grande expectativa em cima dele. Evidente que se tivesse bem no mandato, tenho certeza que ele seria o candidato mais forte para o pleito, não só pela performance em Maceió, mas também porque é do agreste. Não é um nome que pode desconsiderar, principalmente se tiver o apoio do JHC, avalia.

“O Davi para se manter candidato com possibilidade teria que ter toda a estrutura que teve não eleição para prefeito”, resume Bastos, acrescentando que “o Rui Palmeira continua mais ou menos com mesmo percentual do primeiro cenário. Não muda muito de um cenário para outro. O Alexandre Ayres aumenta um pouco, quando tira JHC e os demais praticamente são despercebidos”.

Futuro de JHC

Quanto a JHC, Bastos avalia que o prefeito não será candidato em 2022: “Ele é muito jovem, tem muito tempo pela frente”. “Eu acho que JHC deve aguardar. Em outra oportunidade, deve sair. Apesar de que, se for é fortíssimo candidato”, acrescenta.

O analista eleitoral Marcelo Bastos reforça que “é bom lembrar que caso JHC seja candidato terá que deixar a prefeitura em abril e ele estará com apenas 15 meses como gestor de Maceió. Será uma coragem muito grande, porque o que pode acontecer, ele ainda não terá feito uma grande gestão porque ainda estará muito no início do governo.”

COMENTÁRIOS
1

A área de comentários visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral não serão liberados.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do blogueiro.

  1. Ex-eleitora de JHC

    Muito bem lembrado que JHC foi eleito prefeito da capital no segundo pregando a mudança com “atitude”, mas o que se vê é o continuísmo de ações de gestões anteriores. Ouvi de um motoqueiro de uma locadora de veículos que atende a Prefeitura de Maceió, que nada mudou, as locadoras continuam faturando alto com o aluguel de veículos para a Prefeitura de Maceió. Os Órgãos estão tirando os adesivos que identificam os veículos e circulando sem adesivo como se fosse carro particular de diretores, tudo com combustível pago pelo poder público municipal.

Comments are closed.