Crise no Exército: Lira quer distância, Renan vê “movimentos sagazes da guerra”
   4 de junho de 2021   │     17:13  │  1

A decisão do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de não punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar de uma manifestação pró-governo virou crise nas forças armadas.

A decisão do general Paulo Sérgio vem sendo criticada internamente por outros generais, que evitam se manifestar publicamente e também reacendeu o debate sobre militares da ativa em cargos de natureza civil na administração pública.

Políticos e instituições de todo o país vem repercutindo a decisão (veja nota abaixo) do comando do Exército.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) avisou que não irá se meter na crise gerada pela decisão do Exército de não punir Eduardo Pazuello. A interlocutores, disse que não é problema dele.

Líder da maioria no Senado e relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros avalia que a decisão pode ter sido uma estratégia dos militares na relação com o governo [.

“Há diferença grande entre os movimentos sagazes da guerra: a retirada e a capitulação, que é a rendição ao inimigo. Quero crer que a decisão do comando do Exército é movimento de retirada, de recuo, não de capitulação.”, diz Renan.

“Tenho certeza de que os comandantes não vão se render na guerra pela democracia. É um movimento tático para poupar forças para a batalha final contra os golpistas e inimigos da Constituição.”, emenda o senador

Cargos públicos

Logo após a nota do Alto Comando do Exército, o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão deveria acelerar a discussão da PEC que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. “Cada vez tenho maior convicção: estamos vivendo um chavismo de direita”, comentou.

A autora da PEC, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), disse que existe a sensação de que não se sabe mais onde termina o governo e onde começa o Exército. “É o que pode acontecer de pior para esta Instituição e as demais Forças Armadas”, disse.

Veja a nota do Exército

Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado.”

COMENTÁRIOS
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  1. JOSE MARIA BARBOSA AVILA

    Que jornalismo nojento que convivemos hoje em dia, meus pesâmes Edvaldo Junior!!!

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