Delegado vereador pode ser candidato a qualquer coisa, mas no PSB
   8 de outubro de 2021   │     17:28  │  1

Vereadores de Maceió aparecem, de forma recorrente, na composição de chapas de deputado estadual e federal.

E isso não é exatamente uma “novidade”. A Câmara de Vereadores de Maceió é um ponto de partida recorrente para políticos alagoanos. Por lá já passaram Arthur Lira, Marcelo Victor, Isnaldo Bulhões, Ronaldo Lessa, Cícero Almeida, Maurício Quintella e Benedito de Lira – só para citar alguns exemplos.

Para a próxima eleição, a expectativa é uma participação maior, muito maior do que já se viu. Quase metade dos atuais vereadores surgem entre os nomes cotados para disputar vagas de deputado estadual e deputado federal. Aí cabem Francisco Salles, Silvânia Barbosa, Teca Nelma, João Catunda, Leonardo Dias, Kelmann Vieira, Eduardo Canuto, Brivaldo Marques, Gaby Ronalsa, Olívia Tenório e o delegado Fábio Costa.

O problema de alguns, em especial, do delegado é ter um partido para chamar de seu. Fábio Costa, considerado “bolsonarista”, já se envolveu em polêmicas com outros vereadores e foi acusado de “machismo”. Um perfil assim não saberia no PSB e por isso alguns grupos do partido pediram sua expulsão.

Costa já recebeu convite até de Arthur Lira para se filiar ao PP e só não saiu do PSB por conta do risco de perda de mandato por “infidelidade partidária”.

Mas se quiser disputar outro mandato, já em 22, o delgado vereador não terá problemas. O PSB, avisa o ex-deputado federal João Caldas, que está montado as chapas proporcionais do partido para 22, não tem a menor restrição a uma candidatura de Fábio Costa.

“Ele poderá ser candidato ao que quiser, inclusive a deputado federal ou senador. Pelo que sabemos, só não será candidato a deputado estadual porque tem o compromisso de apoiar a reeleição do deputado estadual Cabo Bebeto”, aponta.

Se quiser disputar mandato por outro partido, Fábio Costa terá de correr o risco – assim como os vereadores do Podemos e do PSD – de perder o mandato em Maceió. Mas essa é outra história.

COMENTÁRIOS
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  1. Tony

    O cargo de vereador é o ponto de partida da carreira política, o posto eletivo mais fácil de se conseguir se eleger em uma eleição A maioria dos candidatos à vereador entram sem saber se se elegerão, e quando lá estão, já pensam em alcançar postos mais elevados como a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado Federal e até mesmo cargos no Poder Executivo, como o Governo do Estado e Presidência da República, mas na realidade, muitos dos atuais vereadores com menos de dois anos de exercício do mandato, devem se contentar em permanecer dentro da Câmara de Vereadores por mais uma legislatura-mirim para não se juntarem aos inúmeros ex-vereadores de um só mandato.

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